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Operação mira facção ligada ao PCC e revela esquema milionário de tráfico interestadual em Quirinópolis

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A Polícia Civil de Goiás realizou nesta quarta-feira (27) a segunda fase da Operação Asfixia, em Quirinópolis, no sudoeste goiano, para desarticular uma organização criminosa investigada por tráfico interestadual de drogas, lavagem de dinheiro e integração em facção criminosa com atuação em quatro estados e no Distrito Federal. Ao todo, foram cumpridas 34 medidas judiciais, sendo 19 mandados de prisão temporária e 15 mandados de busca e apreensão domiciliar.

A ação foi conduzida pelo Grupo Especial de Investigações Criminais (GEIC) de Quirinópolis e contou com apoio da CORE/GT3 e do suporte aéreo-tático da CORE/DOA. Segundo a Polícia Civil, 88 policiais civis participaram da operação.

As investigações apontam que o grupo possuía estrutura altamente organizada, com divisão de funções, utilização de “laranjas”, contas bancárias de terceiros e veículos locados para movimentar grandes carregamentos de drogas entre Mato Grosso do Sul e Goiás. De acordo com os investigadores, a quadrilha também atuava em Minas Gerais e no Distrito Federal.

A ofensiva teve origem após uma série de apreensões realizadas em ações integradas entre a Polícia Civil, a Companhia de Policiamento Especializado (CPE), o Comando de Operações de Divisas (COD) e a Polícia Rodoviária Estadual (PRE). A partir dessas apreensões, os investigadores passaram a identificar a logística utilizada pela organização criminosa e o alcance interestadual das atividades ilícitas.

Durante o aprofundamento das investigações, a Polícia Civil identificou fortes indícios de ligação de parte dos investigados com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Conforme divulgado pela corporação, extrações telefônicas revelaram conversas sobre “batismos” de integrantes, compartilhamento de estatutos internos da facção, recrutamento de novos membros e definição de funções dentro da organização criminosa.

Os investigadores também descobriram que a capacidade operacional do grupo era muito superior às cargas efetivamente apreendidas pelas forças de segurança. Há registros de negociações e referências a carregamentos de 70 quilos, 100 quilos, 200 quilos e até 300 quilos de entorpecentes, o que reforça a dimensão do esquema criminoso.

A Polícia Civil informou que as diligências continuam em andamento e que novas informações poderão ser divulgadas conforme o avanço das investigações, sem comprometer os trabalhos em curso.

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