A Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) aprovou, na manhã desta quinta-feira (11), a punição ao deputado estadual Amauri Ribeiro (PL) após decisão do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Casa. Em votação realizada no plenário, os parlamentares confirmaram o parecer que determina a suspensão do direito de uso da tribuna pelo período de 30 dias.
Na mesma sessão, os deputados também aprovaram a sustação de uma ação penal eleitoral que tramita contra o parlamentar no Tribunal Regional Eleitoral de Goiás (TRE-GO).
A decisão relacionada ao processo disciplinar envolve os embates ocorridos entre Amauri Ribeiro e a deputada estadual Bia de Lima (PT). Após analisar documentos e os fatos apresentados, o Conselho de Ética concluiu pela responsabilização de Ribeiro e pela absolvição da parlamentar petista.
O parecer, assinado pelo deputado Dr. George Morais (MDB), recebeu 23 votos favoráveis e quatro contrários. Votaram contra a punição os deputados André do Premium (UB), Gustavo Sebba (PSDB), Ricardo Quirino (Republicanos) e o próprio Amauri Ribeiro.
Com a aprovação do relatório, Amauri ficará impedido de utilizar a tribuna da Assembleia Legislativa durante os próximos 30 dias, medida considerada uma das principais sanções previstas no âmbito do Legislativo estadual.
Ainda durante a sessão desta quinta-feira, os deputados aprovaram, por 28 votos favoráveis e três contrários, o decreto legislativo nº 10925/26, de autoria do União Brasil, que recebeu como apensado o processo nº 11078/26, apresentado pelo Partido Liberal.
As matérias tratam da suspensão do andamento de uma ação penal eleitoral instaurada contra Amauri Ribeiro no Tribunal Regional Eleitoral de Goiás. O processo teve origem em denúncia apresentada pelo Ministério Público Eleitoral e apura a suposta prática do crime previsto no artigo 326-B do Código Eleitoral, dispositivo que trata da violência política de gênero.
Com a aprovação do decreto legislativo, o andamento da ação fica suspenso enquanto durar o mandato parlamentar. Os únicos votos contrários à medida foram registrados pelos deputados Antônio Gomide, Bia de Lima e Mauro Rubem, todos do Partido dos Trabalhadores.











