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Golpe causa prejuízo de R$ 1,14 milhão a produtor rural em Rio Verde e leva Polícia Civil a cumprir mais de 80 mandados

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A Polícia Civil de Goiás (PCGO) realizou nesta segunda-feira (19) a Operação AgroPix, conduzida pelo Grupo Especial de Investigações Criminais (GEIC) de Rio Verde, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa especializada em fraudes eletrônicas, lavagem de dinheiro e associação criminosa. A ação mobilizou forças policiais de diferentes estados e resultou no cumprimento de mais de 80 medidas judiciais.

As investigações começaram após um produtor rural de Rio Verde, no sudoeste goiano, cair no chamado golpe da “mão fantasma”, modalidade criminosa em que os suspeitos se passam por funcionários de instituições financeiras para enganar as vítimas. Segundo a Polícia Civil, os criminosos convenceram o produtor a instalar um aplicativo de acesso remoto no celular, sob a justificativa de reforçar a segurança bancária.

Com o controle do aparelho da vítima, os investigados conseguiram acessar a conta bancária e realizar diversas transferências fraudulentas via PIX. O prejuízo ultrapassou R$ 1,14 milhão.

De acordo com a corporação, o dinheiro foi pulverizado em várias contas bancárias ligadas aos suspeitos, em uma tentativa de dificultar o rastreamento e ocultar a origem ilícita dos recursos. Durante as apurações, os policiais identificaram uma complexa rede financeira envolvendo contas de passagem, empresas de fachada e movimentações destinadas à dispersão sistemática dos valores desviados.

Ao todo, foram cumpridas prisões temporárias, mandados de busca e apreensão domiciliar, além de bloqueios judiciais de valores. A operação contou com apoio das Polícias Civis de São Paulo, Santa Catarina e Distrito Federal, além de equipes da Polícia Civil de Goiás, incluindo a 5ª Regional de Luziânia, a Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra a Administração Pública (DERCAP), a Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais/Grupo Tático 3 (GT3) e a Divisão de Operações Aéreas (DOA).

Segundo a PC, os investigados poderão responder pelos crimes de furto mediante fraude eletrônica, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

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