Uma paciente de 21 anos denunciou ter sido vítima de abuso sexual dentro do Hospital Estadual de Jaraguá Dr. Sandino de Amorim (Heja), em Goiás. O suspeito, que trabalhava no setor de raio-x da unidade, foi preso na última quinta-feira (7) após a jovem procurar a administração do hospital e relatar o ocorrido à Polícia Civil.
De acordo com as investigações, a vítima estava na unidade hospitalar após sentir fortes dores cardíacas e foi encaminhada para a realização de um eletrocardiograma e um exame de raio-x do tórax. Segundo o depoimento da jovem, o abuso teria começado assim que ela entrou na sala de exames.
“Ele abriu a porta, eu entrei, e, no prazo de ele fechar a porta, já veio acariciando o meu pescoço. Quando eu virei, ele já me deu um beijo na boca. Quando ele me colocou na parede para estar fazendo o raio-x do tórax, eu já senti a mão dele passando no meu corpo”, relatou a paciente à TV Anhanguera.
Ainda segundo a jovem, ela decidiu entregar o número de telefone ao homem por medo e para garantir que conseguiria sair da sala sem sofrer novas agressões. Após deixar o local, procurou imediatamente a administração do hospital, que acionou a polícia.
O delegado Glênio Ricardo, responsável pelas investigações, informou que a vítima apresentou provas que reforçam a denúncia, incluindo uma gravação de áudio feita dentro da sala de raio-x e mensagens enviadas pelo suspeito após o atendimento.
“A vítima apresentou uma gravação em que pergunta ao investigado se ele tinha o hábito de beijar pacientes durante exames de raio-x, e ele responde. Ela também relatou ter se sentido coagida dentro da sala, a ponto de fornecer o número de telefone para conseguir sair dali”, explicou o delegado.
O nome do suspeito não foi divulgado pela Polícia Civil e, até o momento, a defesa dele não foi localizada.
Em nota, a Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) informou que o investigado era colaborador de uma empresa terceirizada e que foi afastado imediatamente após a denúncia chegar ao conhecimento da unidade. A pasta afirmou ainda que acompanha o caso e colabora com as autoridades policiais.
O caso segue sob investigação.











