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Completar o álbum da Copa 2026 pode custar mais de R$ 7 mil no Brasil e vira o mais caro da história

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A paixão de milhões de torcedores pelo tradicional álbum de figurinhas da Copa do Mundo ganhou um novo obstáculo em 2026: o preço. Impulsionada pelo aumento no número de seleções participantes do torneio, a nova coleção da Panini pode custar mais de R$ 7,3 mil para ser completada no Brasil, transformando esta edição na mais cara já lançada pela empresa.

A Copa do Mundo de 2026 será realizada nos Estados Unidos, México e Canadá e, pela primeira vez na história, contará com 48 seleções, substituindo o antigo formato com 32 equipes. A mudança elevou drasticamente o número de figurinhas do álbum, que agora reúne cerca de 980 cromos.

Com mais páginas, mais jogadores e novas páginas dedicadas às seleções, o impacto no bolso dos colecionadores já começou a ser sentido em diversos países. No Brasil, os envelopes passaram a vir com sete figurinhas (antes eram cinco) e cada pacote custa R$ 7. O álbum tradicional é vendido por R$ 24,90, enquanto a versão em capa dura chega a R$ 74,90.

Na teoria, um colecionador extremamente sortudo conseguiria completar o álbum gastando pouco mais de R$ 1 mil, caso não recebesse nenhuma figurinha repetida. Na prática, porém, esse cenário é considerado praticamente impossível. Sem realizar trocas, o custo estimado pode alcançar R$ 7.362,90, valor cerca de 51% superior ao registrado na Copa de 2022.

Especialistas e colecionadores apontam que o gasto final depende de fatores como a quantidade de figurinhas repetidas, a participação em trocas presenciais e online, além da possibilidade de adquirir cromos avulsos. Durante a pré-venda, por exemplo, a Panini disponibilizou apenas kits fechados de envelopes, o que dificultou o controle de gastos por parte dos consumidores.

Outro detalhe que movimentou as redes sociais foi a página da seleção brasileira. O álbum lançado antecipadamente em alguns países trouxe Neymar fora da lista principal da equipe, enquanto nomes como Rodrygo e Estevão apareciam entre os convocados. As diferenças ocorreram porque as listas impressas foram produzidas antes das definições finais das seleções, situação que costuma acontecer em outras edições do torneio.

O lançamento da coleção também não ocorreu simultaneamente em todos os mercados. No Brasil, o álbum começou a ser vendido em 1º de maio, enquanto outros países receberam a novidade semanas antes.

Fora do Brasil, os custos também assustam os fãs. No Reino Unido, estimativas indicam que completar o álbum pode ultrapassar £2 mil, cerca de R$ 13 mil. Em Portugal, o valor pode passar de €2.300, equivalente a aproximadamente R$ 15 mil, caso o colecionador não participe de trocas. Já no México, as projeções variam entre R$ 1 mil e R$ 1,7 mil.

Na Austrália, especialistas apontam que a coleção pode superar os R$ 1,8 mil. No Japão, as estimativas giram entre R$ 1,7 mil e R$ 2,7 mil. A Espanha aparece entre os países com menor custo teórico, mas ainda assim o valor real tende a disparar devido à alta quantidade de figurinhas repetidas.

Apesar dos preços elevados, a tradição segue mobilizando colecionadores em bancas, praças, escolas e grupos nas redes sociais. As trocas de figurinhas continuam sendo a principal alternativa para reduzir os gastos e manter viva uma das experiências mais simbólicas da Copa do Mundo.

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