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Advogado de Wesley Suspencar denuncia abuso de autoridade após ser impedido de atuar em delegacia de Rio Verde

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O episódio envolvendo o advogado Rodrigo Medeiros e policiais durante o acompanhamento da prisão de um cliente gerou repercussão em Rio Verde e mobilizou a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Segundo o profissional, ele foi impedido de exercer sua função dentro das dependências da Polícia Civil (PC) enquanto tentava acompanhar o caso de seu cliente, Wesley Suspencar, um influenciador que tem se destacado por fazer críticas à administração municipal de Rio Verde. 

Após a prisão do influenciador, várias pessoas se reuniram na frente da delegacia da cidade para protestar e prestar apoio a Wesley. Além disso, o caso está repercutindo nas redes sociais e viralizando até mesmo em portais de notícias estaduais. 

De acordo com Rodrigo Medeiros, o caso ocorreu nesta terça-feira (26), quando ele chegou à delegacia para prestar assistência jurídica ao cliente. O advogado afirma que foi barrado por policiais responsáveis pela abordagem de Wesley e decidiu registrar a situação em vídeo. “Comecei a fazer filmagens da resistência deles, momento em que eles tentaram arrancar de mim o meu telefone para que impedisse a minha filmagem”, declarou.

Ainda segundo o advogado, os policiais teriam tentado tomar o aparelho diversas vezes antes de efetuar a prisão. “Eu não deixei que eles pegassem o telefone. Veio o segundo policial, não conseguiu tomar o telefone de mim. Veio o terceiro policial, não conseguiu. Meu telefone caiu no chão e, no momento em que eles conseguiram me dominar, me prenderam”, relatou.

Rodrigo Medeiros afirmou que foi acusado, inicialmente, de desacato e resistência, mas sustenta que nenhuma acusação foi formalizada posteriormente. “Tudo isso caiu por terra a partir do momento em que a gente ingressou ali dentro das dependências da Polícia Civil da 8ª DRP. A presença da OAB foi muito importante para o desfecho deste caso. Não saí de lá sem nenhum tipo de acusação. Nem os policiais, nem o delegado me acusaram de resistência posterior a isso, nem de desacato”, disse.

O advogado classificou a conduta como “completamente arbitrária” e afirmou que o episódio poderá ser investigado como suposto abuso de autoridade. “Ficou comprovado que a atitude dos policiais em não permitir o exercício da minha advocacia na defesa do meu cliente foi completamente arbitrária. Possivelmente, um suposto crime de abuso de autoridade será investigado”, declarou.

Sobre a situação de Wesley Suspencar, Rodrigo informou que o cliente segue preso e aguarda audiência de custódia. Segundo ele, o processo foi inicialmente distribuído para Goiânia, mas deverá retornar para Rio Verde, onde será analisado pela Vara Criminal.

“Estamos aguardando a audiência de custódia para que a gente formule todos os pedidos da defesa para conseguir o relaxamento dessa prisão, essa revogação da prisão. Esperamos e confiamos na justiça”, afirmou.

O advogado também argumentou que o caso envolve um crime sem violência ou grave ameaça. “Ele está preso simplesmente por um crime de perturbação. Crime de baixa ofensividade e que será, no decorrer do processo, demonstrada a sua inocência, que não houve, inclusive, essa perturbação”, concluiu.

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