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Evento “A Festa Nunca Acaba” é interditado novamente após denúncias de caos, brigas e menção ao PCC em Jataí

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Menos de uma semana após retomar as atividades, o espaço onde funciona o evento “A festa nunca acaba”, em Jataí, foi novamente interditado na tarde desta segunda-feira (25). A nova ação ocorreu após denúncias de moradores da região e repercussão de uma reportagem publicada pelo portal Mais Goiás, que apontava perturbação de sossego, desordem e movimentações suspeitas no local.

Segundo informações apuradas junto à Secretaria Municipal pelo Mais Goiás, a interdição já estava prevista para ocorrer nas horas seguintes às novas denúncias, sendo confirmada por volta das 16h desta segunda-feira.

A reabertura do estabelecimento teria ocorrido entre a última quinta-feira (21) e sexta-feira (22), após quase um ano da primeira interdição. Desde então, moradores afirmam que as madrugadas voltaram a ser marcadas por som alto, confusões e intensa movimentação até o amanhecer.

Vídeos reunidos por vizinhos mostram pessoas circulando pelo local até depois das 6h desta segunda-feira. Em uma das gravações, um homem afirma fazer parte da facção criminosa PCC. Relatos também apontam que, logo após a retomada das atividades, ocorreram brigas, intervenção policial e até pessoas pulando sobre telhados de residências próximas.

O histórico do estabelecimento já era conhecido pelas forças de segurança. Em julho do ano passado, uma operação da Polícia Militar encerrou a festa e resultou na primeira interdição do espaço. Na ocasião, conforme a PM, o local acumulava “inúmeras reclamações de perturbação de sossego” e registros recorrentes de ocorrências policiais.

Durante a operação realizada em 2025, houve flagrantes de crimes como tráfico de drogas, fornecimento de bebida alcoólica para menores e possível contrabando. Ainda segundo a polícia, o levantamento dos antecedentes criminais dos frequentadores presentes naquele dia apontou registros relacionados a homicídios, porte de entorpecentes, porte de arma, tráfico de drogas, roubo, furto, agressão e perturbação do sossego.

“Desde julho estava fechado. Nós, vizinhos, tínhamos feito várias denúncias e cobranças aos órgãos até que uma operação ocorreu e foi interditado”, relembrou um morador. “Depois disso, se estava funcionando, era em outro local, até que semana passada eles voltaram para onde foi fechado em julho.”

A nova interdição reacende o debate sobre fiscalização, segurança pública e perturbação de sossego em áreas residenciais da cidade.

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