Meteorologistas internacionais e centros climáticos acenderam um novo sinal de alerta para o planeta: um possível “Super El Niño” de intensidade histórica pode atingir o pico entre o fim de 2026 e o início de 2027, trazendo risco elevado de eventos climáticos extremos em diversas regiões do Brasil, especialmente no Sul do país.
As projeções analisadas pela MetSul Meteorologia, com base em dados do Centro Europeu de Previsões Meteorológicas de Médio Prazo (ECMWF) e da NOAA, indicam que o fenômeno pode alcançar níveis comparáveis, ou até superiores, aos registros históricos de 1997-1998 e 2015-2016, considerados alguns dos mais intensos dos últimos 150 anos.
Segundo os especialistas, o aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial já demonstra aceleração significativa. Em alguns cenários projetados pelos modelos climáticos, a anomalia da temperatura da superfície do mar pode ultrapassar +3°C, patamar que caracteriza um Super El Niño excepcional.
A preocupação aumenta porque o fenômeno pode começar mais cedo do que o habitual. A expectativa é de que o El Niño já esteja estabelecido entre maio e junho de 2026, ganhando força ao longo do inverno e atingindo o ápice durante a primavera e o início do verão no Hemisfério Sul.
No Sul do Brasil, o impacto pode ser severo. Historicamente, episódios intensos de El Niño elevam drasticamente os volumes de chuva, aumentam a frequência de temporais e favorecem a formação de ciclones extratropicais. Com isso, cresce o risco de enchentes, transbordamento de rios e deslizamentos de terra, especialmente no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina.
As projeções também apontam temperaturas acima da média em grande parte do território nacional. No Norte e Nordeste, o cenário preocupa por causa da redução das chuvas, agravamento da seca e aumento do risco de queimadas e incêndios florestais, principalmente na Amazônia e no Pantanal. Já no Sudeste e Centro-Oeste, a tendência é de calor intenso e períodos prolongados de estiagem.
Especialistas destacam ainda que o fenômeno pode provocar impactos globais, influenciando desde a produção agrícola até o abastecimento de água e energia. Estudos recentes reforçam que eventos extremos de El Niño têm se tornado mais frequentes e potencialmente mais intensos em meio ao avanço do aquecimento global.
Apesar do cenário alarmante, meteorologistas reforçam que as projeções ainda serão atualizadas nos próximos meses. Mesmo assim, os modelos atuais indicam um padrão climático considerado incomum e potencialmente perigoso, exigindo monitoramento constante das autoridades e preparação preventiva em áreas vulneráveis.











