Na manhã desta sexta-feira, 17 de abril, uma manifestação com cerca de 100 participantes interditou completamente a via de acesso à Usina Santa Helena, em Santa Helena de Goiás, provocando a paralisação do trânsito e impedindo a passagem de trabalhadores e moradores. A ação terminou com a desobstrução da estrada após intervenção da Polícia Militar e a prisão de um vereador e de um dos líderes do movimento.
De acordo com informações das forças de segurança, equipes do 8º CRPM, COC, 21ª CIPM, 19ª CIPM e 4ª Companhia do BPM Rural foram acionadas por volta das 8h para atender à ocorrência. No local, os manifestantes, ligados ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), haviam bloqueado totalmente a pista com pneus e diversos objetos. Parte do grupo estava com o rosto coberto e portava instrumentos contundentes, o que elevou o nível de tensão.
Diante do cenário, a Polícia Militar iniciou um protocolo de gerenciamento de crise, isolando a área para evitar o aumento da aglomeração. O comandante da operação, major Guimarães, conduziu negociações diretas com representantes do movimento com o objetivo de liberar a via e preservar a ordem pública.
Durante a ocorrência, o vereador Fabrício Rosa compareceu ao local e, segundo a polícia, teria desrespeitado o isolamento, incitado os manifestantes e desobedecido ordens legais. Conforme o relato oficial, o parlamentar ainda teria afirmado que “mais uma vez a Polícia Militar mata jovens negros e pobres”. Diante da conduta, ele recebeu voz de prisão em flagrante pelos crimes de desobediência, desacato e crimes contra a honra. No momento da detenção, houve resistência, sendo necessário o uso moderado da força para contê-lo.
Porém, em vídeo, o que se vê é o uso de força por parte dos policiais, que tentaram jogar o vereador no chão, agredi-lo e tomar o celular de suas mãos. Segundo nota à imprensa, a ação resultou, inclusive, em lesão nas costas de Fabrício Rosa.
Além do vereador, um dos líderes do movimento também foi preso por participação direta na organização do bloqueio. Ambos foram encaminhados à Delegacia de Polícia, onde permanecem à disposição das autoridades, após passarem por avaliação médica.
Durante as diligências, policiais encontraram documentos em posse de manifestantes que indicam possível planejamento de novas mobilizações, o que será investigado. A corporação informou que a atuação ocorreu “de forma técnica, proporcional e dentro dos limites legais”.










