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Safra de soja avança com bons resultados, mas atraso pressiona milho safrinha e eleva risco de pragas no Sudoeste de Goiás

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A safra 2025/26 no Sudoeste de Goiás entra na fase final com desempenho positivo da soja, mas deixa como herança um cenário mais desafiador para o milho safrinha. O atraso na colheita da oleaginosa, provocado por chuvas intensas no fim do ciclo, reduziu a janela ideal de plantio do cereal e já impacta diretamente o desenvolvimento das lavouras, aumentando a pressão de pragas e exigindo maior precisão nas decisões de manejo.

Apesar dos bons índices de produtividade e da menor incidência de pragas na soja, as condições climáticas desfavoráveis no período de colheita alteraram o calendário agrícola da região. Com isso, o milho passa a se desenvolver em um ambiente mais crítico, especialmente em fases sensíveis, onde o avanço de insetos pode comprometer o potencial produtivo.

Especialistas têm discutido os reflexos desse cenário no campo. Segundo o representante técnico de vendas João Paulo Souza, a última safra de soja apresentou doenças em níveis moderados, mas o excesso de chuvas no encerramento impactou o ritmo da colheita e postergou o plantio do milho safrinha. Como consequência, há aumento da pressão de pragas nas lavouras de milho neste momento.

No aspecto fitossanitário, os desafios se mantêm relevantes, embora distintos entre as culturas. Na soja, o foco segue no controle de doenças, principalmente as relacionadas ao complexo de manchas foliares. Já no milho, a presença constante de lagartas intensifica a necessidade de monitoramento rigoroso e intervenções no momento correto. A falta de precisão nessas decisões pode resultar em perdas significativas de produtividade.

Mesmo sem grandes mudanças no perfil de pragas, doenças e plantas daninhas em relação a safras anteriores, o contexto atual evidencia a necessidade de estratégias mais consistentes e integradas. Em uma região marcada pelo alto nível tecnológico, produtores buscam soluções mais eficazes, especialmente no manejo de plantas daninhas e no uso combinado de tecnologias ao longo da safra.

Esse novo perfil do produtor também amplia a demanda por portfólios mais completos e flexíveis. De acordo com Souza, há uma procura crescente por alternativas que aumentem o desempenho no campo, incluindo herbicidas, inseticidas e fungicidas com maior eficiência e inovação em formulações.

A Tecnoshow Comigo se consolida, neste contexto, como um dos principais espaços de troca técnica do agronegócio regional, reunindo produtores, consultores, cooperativas e distribuidores para atualização e alinhamento de estratégias. A proximidade com o campo, segundo especialistas, é fundamental para o desenvolvimento de soluções cada vez mais adaptadas à realidade local.

Durante o evento, também são apresentados novos produtos voltados ao manejo das principais culturas. Entre eles, o inseticida Galil nano, desenvolvido com tecnologia de nanotecnologia para controle de percevejos na soja e no milho, com maior cobertura e rapidez de ação. Outro destaque é o fungicida Blindado Ultra, indicado para soja e algodão, que incorpora coformulantes capazes de potencializar a eficiência dos ingredientes ativos, mesmo com redução de dose.

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