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Folha de Notícias

Disfarçado de mulher e com criança no colo, suspeito de 16 homicídios é descoberto por causa de tatuagem

Um detalhe inesperado acabou revelando a identidade de um dos homens mais procurados pela Polícia Civil da Paraíba. Jorlan Lopes da Silva, de 33 anos, suspeito de envolvimento em uma série de homicídios, tentou despistar os investigadores usando vestido, peruca, unhas pintadas, sandálias e óculos escuros. Para completar o disfarce, ele ainda carregava no colo uma criança de aproximadamente dois anos.

A estratégia chegou a funcionar por alguns instantes. Conhecido pelos investigadores como o “homem da peruca”, Jorlan conseguiu passar anteriormente por policiais sem ser reconhecido. A fuga, no entanto, terminou depois que uma tatuagem ficou à mostra e ajudou os agentes a identificá-lo.

Jorlan foi preso no domingo (13), em Mulungu, no Agreste da Paraíba, após uma operação que durou cerca de 48 horas. Segundo a Polícia Civil, ele é investigado pela participação em pelo menos 16 homicídios registrados em um período de aproximadamente três meses no Vale do Mamanguape.

O caso ganhou novos contornos durante o interrogatório. Aos investigadores, o suspeito teria afirmado que matou cerca de 80 pessoas ao longo da vida. O número, porém, ainda não foi confirmado pela Polícia Civil e permanece sob investigação.

“É um número muito expressivo. Nós acreditamos que, se não for esse número, é algo muito próximo disso”, afirmou o delegado Douglas Garcia.

Disfarce com vestido, peruca e criança

De acordo com a investigação, Jorlan tentou modificar completamente a própria aparência para dificultar o reconhecimento. Ele vestiu roupas femininas, colocou uma peruca, pintou as unhas, usou sandálias e óculos escuros.

O suspeito também carregava uma criança de aproximadamente dois anos no colo. Segundo a Polícia Civil, o menino ou menina não possui parentesco com Jorlan. As circunstâncias que levaram a criança a estar com o investigado ainda são apuradas.

O disfarce teria sido suficiente para que ele passasse pelos policiais sem levantar suspeitas em um primeiro momento.

A situação mudou quando Jorlan voltou para a casa onde estava escondido. Conforme o relato do delegado responsável pela investigação, ele deixou a criança no imóvel, pegou um revólver e saiu novamente.

Foi durante esse deslocamento que o vestido teria se deslocado e deixado uma tatuagem visível. O detalhe chamou a atenção dos policiais, que conseguiram relacionar a característica física ao homem procurado.

A partir da identificação, os agentes realizaram a abordagem e prenderam o suspeito.

Além de tentar esclarecer a participação de Jorlan nos homicídios investigados, a Polícia Civil também apura a origem da criança que estava com ele no momento da fuga.

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