O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro afirmou, durante agenda em Washington, que os Estados Unidos poderiam deixar de reconhecer o resultado da eleição presidencial brasileira caso o Supremo Tribunal Federal conteste uma eventual vitória de seu irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
A declaração foi dada a jornalistas nesta quinta-feira (17), enquanto Eduardo participa de reuniões nos Estados Unidos ao lado de Paulo Figueiredo.
Ao comentar recentes embates entre ministros do STF, Eduardo levantou a hipótese de que uma eventual eleição de Flávio poderia ser enquadrada por integrantes da Corte como parte de uma continuidade daquilo que ministros classificaram como tentativa de golpe.
“Se eles entenderem que a eleição do Flávio é um ato de golpismo, os EUA podem perfeitamente não reconhecer a eleição brasileira e sancionar individualmente esses ministros”, afirmou Eduardo.
Eduardo articula novas sanções nos EUA
A fala ocorre durante uma nova ofensiva de Eduardo Bolsonaro em Washington.
Ele e Paulo Figueiredo afirmam ter mantido reuniões com representantes do Departamento de Estado e da Casa Branca, embora não tenham divulgado publicamente os nomes dos interlocutores. A dupla tem defendido novas sanções americanas contra ministros do Supremo, entre eles Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Flávio Dino.
A Reuters já havia informado, antes da viagem, que Eduardo pretendia pressionar autoridades norte-americanas pela retomada de sanções contra Moraes com base na Lei Global Magnitsky.
Eduardo disse ainda que a decisão sobre qualquer punição cabe exclusivamente ao governo dos Estados Unidos.
Não há anúncio dos EUA sobre eleição brasileira
Apesar da declaração do ex-deputado, não há até o momento anúncio oficial do governo americano afirmando que deixará de reconhecer o resultado da eleição brasileira caso Flávio Bolsonaro vença, nem confirmação de que novas sanções serão adotadas nessa hipótese.
Também não há evidência pública de que o STF esteja planejando anular ou deixar de reconhecer uma eventual vitória de Flávio. Essa possibilidade foi levantada por Eduardo Bolsonaro durante sua manifestação nos Estados Unidos.
O próprio Flávio Bolsonaro procurou se distanciar da ideia de interferência externa na disputa. Ao comentar a relação com o governo Donald Trump, declarou que “quem resolve a eleição é a gente aqui” e negou estar recebendo ajuda do governo norte-americano.











