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Folha de Notícias

Quadrilha é presa após golpe de mais de R$ 3 milhões na venda de fazenda em Mineiros

Uma negociação de fazenda que terminou em um prejuízo superior a R$ 3 milhões levou seis pessoas para a cadeia em Mineiros, no sudoeste de Goiás. Os suspeitos são investigados pela Polícia Civil por participação em um esquema de fraude envolvendo a venda de propriedades rurais que, segundo as apurações, pertenciam a terceiros.

A operação, batizada de Terra Prometida, foi deflagrada na quinta-feira (17) pela Delegacia de Polícia Civil de Mineiros, com apoio da Polícia Civil de Mato Grosso. Ao todo, a Justiça autorizou sete mandados de prisão preventiva e 14 mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados nos estados de Mato Grosso e Ceará. Até o momento, seis suspeitos foram localizados e presos. O sétimo investigado não foi encontrado e permanece foragido.

De acordo com a investigação, o grupo teria atuado de forma organizada e com divisão de tarefas para negociar fraudulentamente uma propriedade rural sem possuir a legítima propriedade do imóvel. A vítima, um produtor rural residente em Mineiros, teria sofrido um prejuízo superior a R$ 3 milhões durante a negociação.

Além das prisões, os policiais apreenderam quatro veículos, documentos, aparelhos eletrônicos e outros materiais que podem ajudar a esclarecer a atuação dos investigados e indicar a existência de outros envolvidos ou possíveis vítimas.

A Justiça também determinou o bloqueio de mais de R$ 3 milhões em ativos financeiros e outros bens vinculados aos suspeitos. A medida faz parte das ações adotadas para tentar preservar valores relacionados ao prejuízo investigado.

Segundo a Polícia Civil, as diligências continuam e os materiais recolhidos durante a operação serão analisados. A investigação também busca verificar se o grupo teria participado de outras negociações fraudulentas envolvendo propriedades rurais e identificar eventuais novas vítimas.

Após a conclusão das diligências e análise dos materiais apreendidos, o inquérito policial deverá ser encaminhado ao Poder Judiciário para as providências cabíveis.

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