Uma ação do Ministério Público de Goiás (MPGO) mobilizou estudantes, pais e professores de uma escola da zona rural de Rio Verde nesta quarta-feira (22) com um objetivo urgente: prevenir e combater o abuso sexual de crianças e adolescentes. A iniciativa, conduzida pela promotora de Justiça Renata Dantas de Morais e Macedo, levou informação e orientação à comunidade escolar da Escola Municipal Cabeceira Alta, reforçando sinais de alerta, formas de proteção e a importância da denúncia.
Durante a palestra, que reuniu desde alunos da educação infantil até o ensino médio, além de familiares e profissionais da educação, foram apresentados conceitos fundamentais sobre o que caracteriza o abuso sexual, destacando que a violência pode ocorrer tanto com contato físico quanto de forma não presencial, como assédio e exposição a conteúdos inadequados. A promotora enfatizou que o agressor pode ser qualquer pessoa, conhecida ou não da vítima, desconstruindo estigmas comuns que dificultam a identificação dos casos.
Outro ponto central abordado foram os sinais que podem indicar situações de violência, como mudanças bruscas de comportamento, isolamento, agressividade e até manifestações físicas. Segundo a promotora, reconhecer esses indícios é essencial para interromper ciclos de abuso e garantir a proteção das vítimas.
A ação integra o Programa Escola e Comunidade (Proec), do Ministério da Educação, que busca fortalecer o vínculo entre escola, família e sociedade como estratégia de proteção e desenvolvimento dos estudantes. Nesse contexto, a escola foi destacada como um espaço fundamental de acolhimento e vigilância, com papel ativo na identificação de situações de risco.
A comunidade escolar também recebeu orientações práticas sobre como agir diante de suspeitas. Entre os canais de denúncia disponíveis estão o Disque 100, serviço gratuito e sigiloso que funciona 24 horas, além do Conselho Tutelar e das polícias Civil e Militar, nos casos que exigem resposta imediata.
“A suspeita já é suficiente para denunciar”, reforçou a promotora durante o encontro, destacando que o silêncio pode perpetuar a violência e que a denúncia é um passo decisivo para a proteção de crianças e adolescentes.











