O presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre, protagonizou um dos momentos mais tensos da política nacional nesta quinta-feira (21) ao impedir o avanço da CPMI que investigaria o escândalo envolvendo o Banco Master e o banqueiro Daniel Vorcaro. A decisão frustrou parlamentares da oposição, provocou acusações de “blindagem política” e acirrou o clima no plenário do Congresso.
Durante a sessão conjunta convocada para análise de vetos presidenciais da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), mais de dez parlamentares pressionaram pela leitura do requerimento de criação da comissão mista de inquérito. Mesmo diante da pressão, Alcolumbre recusou o pedido e alegou que o tema não fazia parte da pauta prevista para a sessão.
Em meio à reação dos congressistas, o senador chegou a pedir desculpas publicamente pela decisão. “Peço desculpa a Vossas Excelências”, afirmou o presidente do Congresso ao justificar que a prioridade da sessão seria a votação de medidas voltadas aos municípios brasileiros.
A negativa foi interpretada pela oposição como uma tentativa de barrar o avanço das investigações sobre suspeitas envolvendo o Banco Master. Senadores e deputados afirmam que a CPMI já reúne assinaturas suficientes para ser instalada automaticamente, conforme prevê o regimento interno do Congresso.
Nos bastidores, parlamentares acusam Alcolumbre de agir para proteger aliados políticos e evitar desgaste em pleno período pré-eleitoral. O senador Eduardo Girão criticou duramente a postura do presidente do Senado e afirmou que ele “faz o que quer” dentro da Casa.
O impasse ganhou novos contornos após integrantes da oposição recorrerem ao Supremo Tribunal Federal para tentar obrigar a instalação da comissão. Parlamentares apostam especialmente em uma eventual decisão do ministro André Mendonça, que já protagonizou embates recentes envolvendo CPIs no Congresso.
A CPMI do Banco Master pretende investigar supostas fraudes financeiras, operações suspeitas e possíveis relações políticas ligadas ao banqueiro Daniel Vorcaro. O caso ganhou repercussão nacional após pedidos de investigação protocolados tanto na Câmara quanto no Senado.
Enquanto aliados do governo minimizam o episódio, a oposição promete intensificar a ofensiva jurídica e política para destravar a investigação. O clima em Brasília é de guerra aberta nos bastidores do Congresso.











