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Transporte universitário de Santa Helena vira alvo de polêmica após vídeo de ônibus lotado

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Denúncias feitas por estudantes universitários de Santa Helena de Goiás sobre possíveis problemas no transporte oferecido pelo município ganharam repercussão nos últimos dias e abriram um debate sobre a qualidade do serviço utilizado diariamente por acadêmicos que estudam em instituições da região.

Relatos encaminhados à reportagem e publicados nas redes sociais apontam dificuldades relacionadas à distribuição dos ônibus, deslocamentos a pé dentro dos campi universitários, condições de alguns veículos e suposta lotação em determinados momentos da operação.

O vídeo divulgado mostra alguns alunos em pé e sentados no corredor de um veículo, gerando repercussão entre universitários e motivando uma série de relatos sobre problemas enfrentados diariamente no serviço. 

Entre as reclamações mais recorrentes estão as registradas por estudantes dos cursos de Direito e Psicologia da Universidade de Rio Verde (UniRV). Segundo os relatos, os acadêmicos precisam percorrer cerca de um quilômetro após o término das aulas para chegar ao local onde os ônibus ficam estacionados.

“No bloco do Direito e da Psicologia não há ônibus para os alunos. Precisamos andar do Bloco 6, que fica 1 km, para onde os ônibus ficam. Isso às 22h30 da noite. Os motoristas sequer param com vagas quando descem do Centro de Convenções. São mais de 30 alunos que precisam sair correndo da aula para subirem esse trajeto”, relatou uma estudante.

Outro universitário afirmou que as reivindicações dos estudantes nem sempre são recebidas de forma positiva pelos responsáveis pelo serviço. “O que nós estudantes informamos que não está funcionando bem, na grande maioria das vezes, não é bem recebido. Não relato isso para prejudicar a gestão, mas sim para melhorar a qualidade do serviço que vocês têm prestado.”

Também há críticas à distribuição da frota entre os diferentes blocos da universidade.

“É difícil entender a lógica de manter mais de seis ônibus na parte de cima enquanto os alunos dos blocos de Direito e Psicologia enfrentam diariamente a falta de transporte adequado. Também somos estudantes e necessitamos da mesma atenção. Estamos pedindo uma distribuição mais equilibrada dos ônibus, de acordo com a demanda de cada bloco. Dois ônibus na parte de baixo já ajudariam muito.”

Além disso, estudantes relatam problemas estruturais em parte da frota utilizada no transporte universitário. “O descaso com os ônibus está demais. Uns ônibus caindo aos pedaços, quando chove molha mais dentro do buzão do que de fora, vidros caindo e por aí vai. Sem contar que diminuíram os ônibus. Tem dias que os técnicos não sabem nem em qual vai. Cadê a promessa que o prefeito fez sobre os ônibus universitários?”, perguntou outro acadêmico.

Após a repercussão das denúncias, a Prefeitura de Santa Helena de Goiás encaminhou uma nota oficial à reportagem negando a existência de superlotação nos veículos do transporte universitário. Segundo o Departamento de Transporte Escolar e Universitário, todos os ônibus operam dentro da capacidade prevista e passam por acompanhamento e fiscalização permanentes.

“Não procede a informação de que os estudantes estejam sendo transportados em condições de superlotação. Todos os veículos contratados possuem capacidade previamente definida e são utilizados de acordo com as demandas estabelecidas para cada rota”, informou o município.

A prefeitura afirmou ainda que a situação mostrada nas imagens se refere a um episódio isolado envolvendo estudantes que decidiram retornar mais cedo para Santa Helena.

“A situação mencionada refere-se a um caso pontual em que alguns estudantes optaram por deixar sua instituição de ensino antes do horário habitual de término das aulas, buscando retornar ao município em horário antecipado. Nessa ocasião, foi realizado apenas um deslocamento de apoio até o ponto de encontro onde se encontrava o veículo responsável pelo transporte regular daqueles acadêmicos”, esclareceu.

A administração municipal destacou que mantém monitoramento das rotas, realiza vistorias nos veículos e reafirmou o compromisso com a segurança dos universitários. Também informou que denúncias e reclamações podem ser formalmente encaminhadas ao Departamento de Transporte para apuração dos fatos.

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