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Folha de Notícias

Trabalhadores relatam atraso em pagamentos e problemas durante campanha de Marconi Perillo

Pessoas que afirmam ter trabalhado na campanha de Marconi Perillo (PSDB) ao Governo de Goiás nas Eleições 2026 relatam supostos atrasos e falta de pagamento por serviços prestados durante o período eleitoral.

Segundo os relatos, colaboradores teriam sido contratados para atuar em atividades de campanha, mobilizações e outras ações relacionadas à candidatura. Após o fim do primeiro turno, alguns afirmam que ainda aguardam valores que teriam sido acertados anteriormente.

Os denunciantes também relatam dificuldades para conseguir respostas de pessoas responsáveis pela organização dos trabalhos. De acordo com eles, mensagens de cobrança enviadas depois da eleição teriam deixado de ser respondidas ou visualizadas.

As acusações, até o momento, são baseadas nos relatos dos próprios trabalhadores e não foram confirmadas de forma independente.

Relatos também citam condições durante o trabalho

Além da questão financeira, alguns dos colaboradores afirmam ter enfrentado problemas durante as atividades de campanha.

Entre as reclamações estão os períodos de trabalho sob forte calor sem fornecimento adequado de água, além de relatos de tratamento considerado desrespeitoso por integrantes das equipes de coordenação.

Também são mencionados supostos episódios de xingamentos e humilhações durante a realização das atividades.

Essas alegações também dependem de apuração e manifestação dos responsáveis apontados pelos trabalhadores.

Campanha movimentou milhões de reais

Dados da prestação de contas eleitoral disponibilizados pelo Tribunal Superior Eleitoral mostram que a campanha de Marconi movimentou valores milionários em 2026.

Na prestação parcial consultada, a candidatura havia declarado mais de R$ 10 milhões em receitas, com recursos provenientes majoritariamente do PSDB. Entre as despesas declaradas estavam serviços prestados por terceiros e atividades de militância e mobilização de rua.

A existência dessas despesas declaradas, porém, não comprova nem desmente os relatos específicos de pessoas que afirmam não ter recebido. Para isso, seria necessário identificar contratos, prestadores, empresas responsáveis pelas contratações e os respectivos pagamentos.

Marconi terminou em quarto lugar

Marconi Perillo terminou a eleição para governador de Goiás em quarto lugar, com 315.676 votos, o equivalente a 8,69% dos votos válidos.

Daniel Vilela (MDB) foi eleito no primeiro turno com 59,17%. Wilder Morais (PL) terminou em segundo, com 21,96%, e Luis Cesar Bueno (PT) ficou em terceiro, com 9,82%.

A campanha de Marconi havia mobilizado equipes em diferentes regiões do estado durante as semanas que antecederam a votação de 4 de outubro.

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