Uma moradora de Jataí, de 56 anos, procurou a Polícia Civil após cair em um golpe bancário iniciado por uma ligação feita pelo WhatsApp. A vítima acreditou que falava com uma atendente de uma instituição financeira e acabou seguindo instruções que permitiram o acesso dos criminosos à conta bancária.
O caso foi confirmado em reportagem do Jornal Anhanguera, que informou que a mulher recebeu uma ligação sobre um suposto reembolso e, após seguir os passos indicados pelos golpistas, teve o aplicativo bancário invadido.
Segundo o relato registrado pela vítima, a pessoa que fez o contato afirmou que ela teria direito a receber cerca de R$ 6 mil referentes a descontos indevidos relacionados a empréstimos contratados anteriormente.
Durante a conversa, a falsa atendente orientou a mulher a abrir o aplicativo do banco e realizar uma sequência de procedimentos.
Golpistas já sabiam nome e CPF
O que aumentou a confiança da vítima foi o fato de a interlocutora demonstrar conhecimento sobre informações pessoais.
Segundo o relato, a mulher que fazia o contato sabia o nome completo e o CPF da vítima, além de enviar áudios e falar de forma semelhante a um atendimento bancário convencional.
Acreditando que receberia o suposto reembolso, a moradora seguiu as orientações. Somente depois percebeu que os criminosos haviam conseguido acesso à conta.
Dinheiro foi transferido
Pouco tempo depois, a vítima verificou que os R$ 416 que estavam disponíveis na conta haviam sido transferidos para uma pessoa que ela não conhecia.
Apesar de o valor retirado ser inferior aos R$ 6 mil prometidos pelos criminosos, a fraude deixou a conta sem o dinheiro que estava disponível naquele momento.
O episódio segue um modelo recorrente de engenharia social, no qual criminosos utilizam dados verdadeiros da vítima para tornar o contato mais convincente e induzi-la a executar procedimentos no próprio celular.
Polícia investiga o caso
A ocorrência foi registrada na Polícia Civil, que trabalha para identificar quem recebeu o dinheiro e os demais envolvidos no esquema.
A suspeita é de que mais de uma pessoa possa participar da fraude. Caso sejam identificados, os envolvidos podem responder por estelionato, a depender das conclusões da investigação.
A orientação é desconfiar de contatos que prometam restituições, reembolsos ou liberação de valores e que, em seguida, peçam para abrir o aplicativo bancário, instalar programas, compartilhar tela ou seguir comandos pelo celular.











