Por Célia Mendes
Hoje, meu coração não deseja falar apenas sobre a minha mãe. Hoje, eu quero dedicar cada palavra a todas as mulheres que carregam no peito a extraordinária capacidade de amar acima de si mesmas.
Mulheres que transformam vidas sem precisar de reconhecimento. Que sustentam famílias inteiras apenas com afeto, coragem e presença. Mulheres que acolhem dores que não são delas, que enxugam lágrimas escondendo as próprias e que seguem sendo luz mesmo quando enfrentam as próprias tempestades.
Existem mães que deram a vida através do ventre. Mas existem também aquelas que deram a vida através do cuidado, da proteção e da entrega diária. Porque a maternidade vai muito além do sangue. Ela nasce no zelo, cresce no amor e floresce na capacidade de permanecer ao lado mesmo quando tudo parece difícil.
Ser mãe é acordar no meio da noite para rezar em silêncio por quem ama. É sentir medo diante do sofrimento de um filho como se a dor fosse no próprio peito. É aprender a suportar o cansaço sem deixar faltar carinho. É esconder lágrimas para continuar sendo força dentro de casa.
Eu acredito que Deus concedeu às mulheres um dom raro: o de suportar batalhas invisíveis sem permitir que o amor desapareça.
Talvez por isso existam mulheres que conseguem transformar uma simples casa em lar, um abraço em refúgio e uma palavra em esperança. Mulheres que fazem o mundo parecer menos cruel e mais humano apenas pela maneira como escolhem amar.
Hoje, minha homenagem vai para cada mãe que luta em silêncio. Para cada mulher que segue firme mesmo quando ninguém percebe o quanto ela precisou ser forte para continuar. Para aquelas que carregam cicatrizes invisíveis, mas ainda encontram motivos para sorrir e iluminar a vida de quem está ao redor.
Com todo meu carinho, abraço minha irmã Karinne, minhas cunhadas Nicole, Tarine e Emília, as mães dos meus netos, Nayara Alves e Rosana Machado, além da querida Olinda, que há tantos anos cuida da nossa família com dedicação e amor.
Também carrego comigo, com profunda saudade e gratidão, a memória da minha mãe Sú e de Ana Maria (in memoriam), mulheres que deixaram ensinamentos eternos e que me mostraram, através da própria vida, que o amor verdadeiro nunca desaparece.
Hoje, eu apenas desejo que Deus retribua todo o amor que vocês espalham pelo mundo. Que nunca lhes faltem paz, saúde, fé e pessoas sinceras ao lado.
Porque mulheres assim não apenas mudam famílias.
Elas mudam vidas.
Feliz Dia das Mães a todas vocês!













