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Folha de Notícias

Engasgos já provocaram mortes e centenas de atendimentos em 2026; idosos, bebês e crianças estão entre as principais vítimas

Casos de engasgo que terminaram em atendimentos de emergência e mortes têm chamado a atenção de serviços de saúde em diferentes regiões do Brasil ao longo de 2026. Os registros divulgados até agora mostram que idosos, bebês e crianças estão entre os grupos mais atingidos por episódios de obstrução das vias aéreas, uma emergência que pode levar à perda de consciência, parada cardiorrespiratória e morte em poucos minutos.

Em Fortaleza, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) registrou 135 ocorrências de engasgo entre janeiro e junho deste ano. Do total, 61 envolveram idosos, número que representa aproximadamente 45% dos atendimentos. Também foram socorridas 26 crianças de até 11 meses, 28 pessoas com idades entre 1 e 17 anos e 20 adultos de 18 a 59 anos.

Em Alagoas, a situação também preocupa. Segundo o Samu, somente a central de Maceió recebeu, desde janeiro, uma média de cinco chamados por mês relacionados a engasgos de crianças. O levantamento foi divulgado após os atendimentos infantis na capital aumentarem de 23, em 2024, para 27, em 2025, uma alta de 17,3%. Em Arapiraca, as ocorrências passaram de oito para dez no mesmo período.

Na capital mineira, o Samu de Belo Horizonte contabilizou 23 atendimentos por engasgo apenas nas primeiras semanas de 2026. Durante todo o ano de 2025, foram registradas 288 ocorrências na cidade, sendo que 11 delas terminaram em morte.

Na Bahia, pelo menos sete mortes relacionadas a engasgos foram identificadas em notícias publicadas entre janeiro e agosto deste ano. Em um intervalo de apenas dois dias, três casos foram registrados nas cidades de Jequié, Conceição do Coité e Feira de Santana. As vítimas tinham idades distintas: uma mulher de 66 anos, um homem de 34 e uma recém-nascida de apenas 20 dias estão entre os casos divulgados.

Engasgo pode evoluir rapidamente para uma emergência grave

O engasgo é classificado tecnicamente como Obstrução das Vias Aéreas por Corpo Estranho (OVACE). A condição ocorre quando um alimento, líquido ou objeto bloqueia parcial ou completamente a passagem de ar pelas vias respiratórias. Dependendo da gravidade da obstrução, a pessoa pode deixar de respirar, perder a consciência e sofrer uma parada cardiorrespiratória em poucos minutos.

Entre os idosos, o risco pode ser maior devido a dificuldades de mastigação e deglutição, uso de próteses dentárias, doenças neurológicas e medicamentos que provocam sonolência. Esses fatores podem dificultar a percepção ou a expulsão do alimento ou objeto que esteja obstruindo as vias aéreas.

Já entre bebês e crianças, alimentos inadequados para a faixa etária estão entre os principais riscos. Líquidos, moedas, pilhas, peças pequenas de brinquedos e outros objetos que podem ser levados à boca também representam perigo, principalmente nos primeiros anos de vida.

Diante de um episódio de engasgo, a situação deve ser tratada como uma emergência. A identificação rápida dos sinais de obstrução e o acionamento imediato do serviço de emergência são fundamentais para aumentar as chances de sobrevivência.

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