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Folha de Notícias

Em Goiânia, Flávio Bolsonaro diz que pai colocará faixa presidencial nele se vencer eleição

Durante ato político realizado nesta terça-feira (6), em Goiânia, o candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) voltou a afirmar que, caso seja eleito no segundo turno, pretende receber a faixa presidencial das mãos do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

A declaração foi feita diante de apoiadores e lideranças políticas reunidas na capital goiana. “Vocês verão Jair Messias Bolsonaro colocando a faixa de presidente da República no filho”, afirmou Flávio durante o discurso.

A fala ocorreu durante uma das primeiras grandes mobilizações do candidato após o primeiro turno das Eleições 2026. O evento em Goiânia reuniu Ronaldo Caiado (PSD), o governador reeleito Daniel Vilela (MDB), o governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), além de prefeitos, parlamentares e outras lideranças políticas.

Flávio já havia feito a mesma promessa em outros momentos da campanha. Em julho, afirmou em uma transmissão pelas redes sociais que Jair Bolsonaro colocaria a faixa nele em janeiro de 2027 caso conquistasse o Palácio do Planalto. A frase também foi repetida em agendas eleitorais realizadas nos meses seguintes.

Situação de Jair Bolsonaro

A declaração chama atenção também pela situação jurídica do ex-presidente. Jair Bolsonaro cumpre atualmente prisão domiciliar após condenação pelo Supremo Tribunal Federal a 27 anos de prisão no processo relacionado à tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

Flávio Bolsonaro já declarou que pretende conceder indulto ao pai caso seja eleito. No entanto, a eventual participação de Jair na posse dependeria da situação jurídica existente em janeiro de 2027 e de possíveis decisões judiciais relacionadas ao cumprimento da pena.

A entrega da faixa presidencial é uma tradição simbólica. O protocolo prevê que o presidente que deixa o cargo faça a transmissão ao sucessor, mas não há impedimento absoluto para que a cerimônia seja organizada de outra forma. Em 2023, por exemplo, Jair Bolsonaro não participou da posse de Lula e a faixa foi entregue por representantes da sociedade civil.

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