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Folha de Notícias

Crise no STF vira jogo de luta com ministros como personagens em game inspirado em Street Fighter

A crise que tomou conta do Supremo Tribunal Federal (STF) ganhou uma versão inusitada na internet. O especialista em inteligência artificial Felipe Pacheco criou o “Supremo Tribunal Fighter”, um jogo de luta inspirado em clássicos como Street Fighter que transforma os dez ministros da Corte em personagens jogáveis.

O game foi desenvolvido com auxílio de inteligência artificial e pode ser acessado diretamente pelo navegador. Segundo Pacheco, a tecnologia foi responsável pela criação de ilustrações, cenários, mecânicas, músicas e efeitos sonoros do projeto.

Ao Metrópoles, o programador afirmou que decidiu deixar a IA responsável pelo desenvolvimento do jogo. “Para esse jogo, eu pedi para a IA se virar e fazer absolutamente tudo!”, contou. A ideia surgiu durante um projeto pessoal no qual ele se propôs a criar um projeto diferente a cada dia de setembro. A inspiração veio do momento de tensão vivido no STF e das notícias envolvendo os ministros.

No jogo, o usuário pode escolher entre Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Edson Fachin, Gilmar Mendes, Luiz Fux, Nunes Marques, André Mendonça, Cristiano Zanin e Flávio Dino.

Os confrontos acontecem em diferentes cenários relacionados à política e ao Judiciário brasileiro, entre eles o plenário do STF, o Congresso Nacional, a Praça dos Três Poderes e o Resort Tayayá. A estética e a jogabilidade foram desenvolvidas com referências aos games de luta em estilo arcade e visual inspirado em jogos de 8 bits.

O personagem inspirado em Alexandre de Moraes, chamado “Xandão” no game, chegou a ser apontado como o mais utilizado pelos jogadores, seguido por Cármen Lúcia, Flávio Dino e André Mendonça, segundo informações divulgadas pelo próprio criador ao Metrópoles.

Jogo surgiu em meio à crise no Supremo

A criação do game ocorre em meio a uma das semanas de maior tensão recente no STF. Na terça-feira (15), a Corte realizou uma sessão extraordinária para analisar a Petição 16.662, que envolve elementos relacionados a mensagens atribuídas ao ministro Alexandre de Moraes e ao ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro.

A sessão terminou sem que o Supremo definisse se uma investigação contra Moraes poderá avançar. Antes disso, os ministros discutiram se o caso envolvendo Moraes deveria ser analisado separadamente de outro processo relacionado ao ministro André Mendonça. O placar provisório ficou em 4 a 3 pela manutenção dos processos separados, mas o julgamento foi interrompido após pedido de vista de Flávio Dino.

A Petição 16.662 chegou ao plenário após a Polícia Federal encontrar, no celular de Vorcaro, cerca de 50 mensagens enviadas a um número atribuído a Moraes, além de documentos relacionados à relação do Banco Master com o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro.

Até o momento, não há denúncia ou inquérito contra Moraes. Antes de uma eventual investigação, o STF também precisa analisar a validade das provas utilizadas no caso. A Procuradoria-Geral da República questiona a forma como o relatório foi produzido e a atuação do então relator, André Mendonça. Moraes nega ter atuado para beneficiar Vorcaro.

O episódio provocou um conflito entre Moraes e Mendonça e resultou na transferência da relatoria da Petição 16.662 para o presidente do STF, Edson Fachin. A mudança foi oficializada antes da sessão desta terça-feira.

Durante o julgamento, Gilmar Mendes defendeu que os processos envolvendo Moraes e Mendonça fossem analisados conjuntamente. Moraes, Flávio Dino e Cristiano Zanin acompanharam a proposta. Fachin votou contra, sendo seguido por André Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia.

Pouco antes do voto de Cármen Lúcia, Dino anunciou que pediria vista. Depois da manifestação da ministra, Fachin formalizou a suspensão da análise, encerrando a sessão sem uma decisão definitiva sobre a eventual investigação de Moraes.

O “Supremo Tribunal Fighter” pode ser jogado gratuitamente pelo navegador.

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