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Folha de Notícias

“Violência contra a mulher não tem lado”, diz Janja ao prestar solidariedade a Michelle Bolsonaro e Damares Alves

A primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a Janja, manifestou solidariedade à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e à senadora Damares Alves (Republicanos-DF) após ambas relatarem episódios de ataques e ofensas públicas. Durante entrevista ao programa Frente a Frente, do UOL, nesta segunda-feira (13), Janja afirmou que toda mulher vítima de agressões deve receber apoio, independentemente de posicionamentos políticos, e defendeu que a misoginia é um problema que atravessa todos os espectros ideológicos.

“Total solidariedade a elas. Eu acho que qualquer mulher agredida, a gente não pode soltar a mão. Não importa qual é o campo ideológico dela”, declarou a primeira-dama.

Apesar da manifestação de apoio, Janja fez uma ressalva ao comentar a situação envolvendo Michelle e Damares. Segundo ela, é importante que ambas tenham compreendido que o debate sobre violência de gênero “não é mimimi”.

A primeira-dama reforçou que a violência contra as mulheres não faz distinção entre grupos políticos e que o problema afeta todas de maneira semelhante.

“A questão da violência contra a mulher, a misoginia, ela não tem lado. Ela não tem direita nem esquerda, conservadora ou progressista. É uma onda que vem de todos os lados e atinge a todas nós igualmente”, afirmou.

Michelle Bolsonaro e Damares Alves passaram a ser alvo de ataques nas redes sociais e em debates públicos após a ex-primeira-dama revelar desentendimentos com o enteado, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República.

Em vídeo publicado nas redes sociais no dia 24 de junho, Michelle afirmou que Flávio a “humilhou” e a “maltratou”. O senador posteriormente pediu desculpas, mas a relação entre os dois continuou sendo marcada por novos episódios públicos de tensão.

Já Damares Alves utilizou a tribuna do Senado para denunciar que mulheres de direita, especialmente Michelle Bolsonaro, vêm sendo alvo de ataques recorrentes. Entre as ofensas citadas pela parlamentar estão questionamentos sobre a paternidade da filha da ex-primeira-dama. A senadora também afirmou ter sido chamada de “leviana” e “vagabunda” durante os episódios recentes.

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