O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, decidiu manter sob sigilo a investigação que apura o financiamento do filme Dark Horse, produção que tem sido associada a Jair Bolsonaro. O procedimento está sob relatoria do ministro Flávio Dino e permanece fechado ao público mesmo após decisões recentes do Supremo para retirar parte dos sigilos de documentos relacionados ao caso.
A decisão ocorre em meio à pressão pela abertura das investigações envolvendo o longa e às novas movimentações da Polícia Federal. Conforme informações publicadas pela coluna de Andreza Matais, do Metrópoles, a apuração conduzida por Dino é diferente do inquérito relatado pelo ministro André Mendonça, que investiga o deputado Flávio Bolsonaro e possíveis relações entre o financiamento do filme, o empresário Daniel Vorcaro e o caso envolvendo o Banco Master.
Nesta semana, Fachin determinou a retirada de parte dos sigilos existentes nos procedimentos, mas documentos relacionados às investigações continuam sob restrição. A decisão de manter em segredo a apuração sob relatoria de Dino impede, por enquanto, o acesso público ao conteúdo integral dos elementos reunidos no caso.
A investigação conduzida por Dino ganhou novo capítulo nesta quinta-feira (10), quando a Polícia Federal deflagrou uma operação que teve entre os alvos o deputado federal Mario Frias (PL-SP) e a produtora responsável pelo filme Dark Horse.
Segundo as apurações, a PF investiga possíveis irregularidades no caminho percorrido por emendas parlamentares e recursos destinados a entidades relacionadas à produção do longa. O objetivo é esclarecer a origem, a destinação e a movimentação dos valores envolvidos no financiamento do projeto.
Com a operação e a manutenção do sigilo determinada pelo STF, as diferentes frentes de investigação seguem separadas, embora tenham pontos de conexão relacionados ao financiamento de Dark Horse. Até o momento, parte dos documentos permanece inacessível ao público.











