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Folha de Notícias

TRE-RJ barra uso do nome “Negona do Bolsonaro” nas urnas para a disputa à Câmara

A candidata do PL à Câmara dos Deputados, Vanessa da Silva, conhecida nacionalmente nas redes sociais como “Negona do Bolsonaro”, sofreu uma nova derrota na Justiça Eleitoral e não poderá utilizar o apelido como nome de urna nas eleições de 2026. Em decisão tomada nesta terça-feira (1º), o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) rejeitou tanto o pedido para concorrer com o nome “Negona do Bolsonaro” quanto a segunda opção apresentada, “Vanessa do Mito”, determinando que a candidata dispute o pleito utilizando apenas seu nome civil.

A decisão foi tomada pelo plenário da Corte com base no voto do desembargador Paulo Cesar Salomão. Segundo o relator, a Justiça Eleitoral consolidou o entendimento de que referências diretas a candidatos que disputam cargos majoritários somente podem ser utilizadas como nome de urna quando existe vínculo direto entre as pessoas envolvidas.

Durante o julgamento, o magistrado citou como exemplo o caso de Rogéria Bolsonaro, autorizada a utilizar o sobrenome por ser mãe do senador Flávio Bolsonaro (PL), atualmente candidato à Presidência da República. Como Vanessa não possui esse vínculo familiar, o uso das referências ao ex-presidente Jair Bolsonaro e do apelido “Mito” foi considerado incompatível com as normas eleitorais.

Apesar da rejeição dos nomes de urna, o registro de candidatura da parlamentar foi aprovado, garantindo sua participação na disputa por uma cadeira na Câmara dos Deputados. No entanto, ela aparecerá na urna eletrônica apenas como Vanessa da Silva.

A decisão também reforça o entendimento adotado pelo TRE-RJ nas eleições municipais de 2024, quando Vanessa já havia tentado registrar a candidatura com o nome “Negona do Bolsonaro”. Na ocasião, o Tribunal considerou que a expressão possuía caráter preconceituoso e racista, impedindo sua utilização.

A repercussão da proibição, entretanto, acabou impulsionando a visibilidade da candidata nas redes sociais. Após a decisão de 2024, Vanessa publicou um vídeo criticando a Justiça Eleitoral e afirmou que estava sendo “proibida de ser negra”, declaração que rapidamente viralizou e ampliou o alcance de sua campanha.

Dois anos depois, Vanessa volta a disputar uma eleição, desta vez em busca do primeiro mandato na Câmara dos Deputados, mas novamente impedida de utilizar o apelido que a tornou conhecida nacionalmente durante o último processo eleitoral.

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