Folha de Notícias

Trabalhadores da Petrobras entram em greve após rejeição de proposta do acordo coletivo

Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest
Pocket
WhatsApp

Trabalhadores do Sistema Petrobras iniciaram, à zero hora desta segunda-feira (15), uma greve nacional por tempo indeterminado, com paralisações em plataformas, terminais e refinarias em diferentes regiões do país. O movimento foi deflagrado após a categoria rejeitar a segunda contraproposta apresentada pela estatal para o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).

De acordo com a Federação Única dos Petroleiros (FUP), a mobilização começou ainda na madrugada, com a entrega da operação das plataformas do Espírito Santo e do Norte Fluminense às equipes de contingência da empresa. No Terminal Aquaviário de Coari, no Amazonas, a adesão foi total, com 100% da operação paralisada.

Ainda segundo a FUP, pela manhã, trabalhadores de seis refinarias vinculadas à federação aderiram à greve ao não realizar o revezamento de turnos das 7h. Estão sem troca nos grupos de turno as refinarias Regap, em Betim (MG); Reduc, em Duque de Caxias (RJ); Replan, em Paulínia (SP); Recap, em Mauá (SP); Revap, em São José dos Campos (SP); e Repar, em Araucária (PR).

A decisão pela greve foi tomada após assembleias que rejeitaram a contraproposta apresentada pela Petrobras na última terça-feira (9). Para os sindicatos, o texto não avançou nos três principais pontos da pauta de reivindicações: uma solução definitiva para os Planos de Equacionamento de Déficit (PEDs) da Petros, que afetam aposentados e pensionistas; melhorias no plano de cargos e salários, com recomposição sem mecanismos de ajuste fiscal; e a chamada “pauta pelo Brasil Soberano”, que defende a manutenção da Petrobras como empresa pública e um modelo de negócios voltado ao fortalecimento da estatal.

Em nota, a FUP afirmou que o tema dos PEDs vem sendo discutido há quase três anos com o governo e com as entidades representativas dos participantes, sem que haja uma resposta conclusiva. A federação também aponta a ausência de soluções para outras pendências acumuladas ao longo do processo de negociação do ACT.

Procurada, a Petrobras informou que houve registro de manifestações em unidades da companhia em decorrência do movimento grevista, mas destacou que não há impacto na produção de petróleo e derivados. Segundo a estatal, medidas de contingência foram adotadas para garantir a continuidade das operações e o abastecimento do mercado.

“A empresa respeita o direito de manifestação dos empregados e mantém um canal permanente de diálogo com as entidades sindicais, independentemente de agendas externas ou manifestações públicas”, informou a Petrobras, acrescentando que segue empenhada em concluir as negociações do acordo coletivo na mesa com os sindicatos.

Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest
Pocket
WhatsApp

Não perca nenhuma notícia importante. Assine nossa newsletter.

Notícias recentes: