Réu pelo feminicídio da esposa, a soldado Gisele Alves Santana, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto afirmou à Corregedoria da Polícia Militar que o vídeo em que aparece chorando e apontando uma arma para a própria cabeça seria uma montagem produzida por inteligência artificial. Preso no Presídio Militar Romão Gomes, o oficial prestou depoimento por videoconferência e negou ter feito o gesto registrado nas imagens.
Segundo familiares de Gisele, o vídeo teria sido enviado por Geraldo depois que a soldado decidiu terminar o relacionamento. Durante o depoimento, no entanto, o tenente-coronel apresentou outra versão: afirmou que o registro teria sido criado a partir de uma videochamada mantida com a esposa e posteriormente manipulado por inteligência artificial.
Geraldo também explicou à Corregedoria que, durante as chamadas de vídeo, Gisele costumava pedir que ele mantivesse o braço esticado. De acordo com o oficial, a atitude servia para que ela conseguisse visualizar melhor o ambiente ao redor. Ele sustenta que o gesto mostrado no vídeo não ocorreu da maneira como aparece na gravação.
O tenente-coronel ainda defendeu a tese de que Gisele teria tirado a própria vida por não aceitar o fim do relacionamento. A versão, porém, é contestada pelas investigações sobre a morte da soldado.
Um laudo complementar elaborado pela Polícia Científica apontou incompatibilidades materiais com a hipótese de suicídio. O documento também concluiu que, diante dos vestígios encontrados, não foi possível descartar a participação de uma segunda pessoa na morte.











