O Entorno de Brasília pode ser decisivo para a eleição ao governo de Goiás, mas não é a única região onde Daniel Vilela (MDB) vem ampliando sua vantagem. Na base governista, o diagnóstico sustentado por pesquisas é de que o governador caminha para conquistar a reeleição já no primeiro turno, com crescimento registrado em diferentes regiões do Estado.
De acordo com o último levantamento do Paraná Pesquisas, Daniel Vilela ultrapassou a marca de 45% das intenções de voto, enquanto todos os demais candidatos somados chegam a 44%. O cenário alimenta, entre aliados e analistas, a possibilidade de uma vitória sem necessidade de segundo turno.
A vantagem também fortalece o chamado voto útil, movimento em que parte do eleitorado tende a concentrar o voto no candidato considerado com maiores chances de vitória. Atualmente, a expectativa de poder estaria concentrada em Daniel Vilela.
Enquanto isso, Marconi Perillo (PSDB) e Wilder Morais (PL) não teriam apresentado crescimento suficiente para criar uma percepção semelhante entre os eleitores. O resultado pode ser especialmente desfavorável aos dois adversários, que apostavam em uma disputa capaz de avançar para o segundo turno.
Estratégia de Marconi e Wilder pode ter produzido efeito contrário
Na avaliação de especialistas em política goiana, o alinhamento entre Marconi Perillo e Wilder Morais ainda no primeiro turno, com os olhos voltados para uma eventual segunda etapa da eleição, pode ter contribuído para reduzir o espaço de ambos na disputa.
A estratégia, segundo essa leitura, teria feito com que nenhum dos dois candidatos conseguisse se destacar suficientemente para conquistar a chamada expectativa de poder. Além disso, os adversários não teriam previsto o avanço de Daniel Vilela ao longo da campanha.
A avaliação é de que a força eleitoral do emedebista não deve ser subestimada. Apesar de jovem, Daniel Vilela possui uma trajetória política consolidada e uma estrutura capaz de alcançar diferentes regiões do Estado.
Entorno de Brasília pode pesar, mas não é o único trunfo
O Entorno de Brasília aparece como uma das regiões que podem ter papel importante na definição da eleição. Segundo Pábio Mossoró, ex-prefeito de Valparaíso de Goiás, as campanhas de Marconi Perillo e Wilder Morais praticamente não existem na região.
Nesse cenário, a possibilidade de o Entorno contribuir para uma vitória de Daniel Vilela no primeiro turno é considerada real. No entanto, o desempenho do governador não estaria concentrado apenas nessa área.
A avaliação é de que Daniel Vilela também apresenta vantagem em outras regiões estratégicas de Goiás, ampliando sua capacidade de alcançar uma vitória já na primeira etapa da eleição.
Grande Goiânia fortalece candidatura de Daniel
Na Grande Goiânia, região que reúne municípios como Goiânia e Aparecida de Goiânia e concentra quase 1,5 milhão de eleitores, o candidato do MDB também aparece fortalecido.
Daniel Vilela conta ainda com o apoio dos prefeitos Sandro Mabel (União Brasil), de Goiânia, e Leandro Vilela (MDB), de Aparecida de Goiânia. O respaldo dos dois maiores colégios eleitorais da região aumenta o peso político da candidatura na área mais populosa do Estado.
Agronegócio e interior também entram na conta
No Sudoeste de Goiás, a avaliação de lideranças locais é igualmente favorável ao governador. Segundo interlocutores da região, “Daniel Vilela vai ganhar em todos os municípios”. A mesma avaliação acrescenta que “os integrantes do agronegócio vão apoiá-lo”.
O cenário também se repete no Sudeste de Goiás. Em Catalão, considerada a “capital” da região, lideranças locais avaliam que Daniel Vilela poderá obter uma vantagem expressiva nas urnas.
A previsão é compartilhada por nomes como Velomar Rios, prefeito de Catalão, Adib Elias, ex-prefeito, e Jamil Calife, deputado estadual.
Com vantagem nas pesquisas e presença política em diferentes regiões, Daniel Vilela chega ao período eleitoral com um cenário que vai muito além da força no Entorno de Brasília. A combinação entre desempenho nas pesquisas, apoio de prefeitos, influência no interior e expectativa de poder pode transformar a disputa pelo Palácio das Esmeraldas em uma eleição definida já no primeiro turno.











