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“Receita médica” com prescrição de ‘3h de buc*ta’ viraliza e prefeitura apura possível falsificação em Pernambuco

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Uma suposta receita médica contendo a prescrição de “3h de buc*ta” voltou a viralizar nas redes sociais nesta terça-feira (19), reacendendo a polêmica envolvendo um documento atribuído a uma Unidade Básica de Saúde (UBS) do município de Alagoinha, em Pernambuco. O caso, que inicialmente veio à tona no último dia 6 de maio, agora é alvo de investigação oficial por suspeita de falsificação e uso indevido de identificação profissional.

Diante da repercussão, a Secretaria Municipal de Saúde de Alagoinha divulgou uma nota afirmando que o documento “não foi feito pela profissional que consta no carimbo” e ressaltou que existem indícios de utilização indevida da identificação da servidora pública.

Segundo a pasta, foi instaurado um procedimento interno para investigar a origem do suposto receituário e apurar possíveis crimes, entre eles falsidade ideológica, falsificação de documento e uso indevido de identificação profissional. A secretaria também trabalha para esclarecer se houve montagem ou adulteração da imagem antes de sua disseminação nas redes sociais.

“Busca-se verificar se consiste em eventual montagem do documento ou de uso indevido do carimbo, destacando-se que, em nenhum momento, houve a aposição de sua assinatura no documento”, informou a secretaria em trecho da nota oficial.

Ainda conforme o comunicado, a profissional citada no carimbo não participou da elaboração do suposto receituário e não autorizou a utilização de sua identificação funcional.

“Não foi devidamente validado pela profissional técnica constante no carimbo aposto, não possuindo, portanto, assinatura que comprove sua autoria, responsabilidade ou concordância com o conteúdo exposto”, destacou a nota.

A prefeitura reforçou ainda que “o uso do carimbo constante no documento não foi realizado pela profissional responsável, tampouco contou com sua anuência ou participação”.

Por fim, a Secretaria Municipal de Saúde destacou que o conteúdo da suposta receita apresenta “linguagem inadequada e dissociada de prescrição médica”, afirmando que o material não representa “as diretrizes, normas e políticas adotadas por este município”.

O caso segue em apuração e poderá ter desdobramentos criminais caso a fraude seja confirmada.

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