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Folha de Notícias

Quadrilha que usava CNPJ de empresas famosas para aplicar golpes milionários é alvo de operação em Goiás

A Polícia Civil de Goiás (PCGO) deflagrou, na quarta-feira (5), uma operação contra um grupo especializado no chamado “Golpe da Gincana”, esquema criminoso investigado por estelionato e lavagem de capitais. A ação foi realizada em Petrolina de Goiás e resultou no cumprimento de um mandado de prisão, três mandados de busca e apreensão e no sequestro de R$ 85,6 mil em valores ligados à organização.

Segundo a corporação, a investigação apontou que o grupo atuava de maneira estruturada e utilizava técnicas avançadas de engenharia social para enganar empresas, especialmente por meio da modalidade conhecida como Business Email Compromise (BEC), prática em que criminosos se passam por representantes legítimos de empresas para obter vantagens financeiras.

De acordo com a apuração, os suspeitos utilizavam a identidade e dados cadastrais, incluindo CNPJ, de empresas reconhecidas no mercado nacional para burlar setores de compliance e análise de crédito de fornecedores. Com as informações falsificadas, o grupo conseguia realizar compras de equipamentos e produtos sem intenção de pagamento.

Entre os materiais adquiridos ilegalmente estavam máquinas e equipamentos agroindustriais, como geradores, desintegradores e motosserras, além de insumos como rolos de arame liso. O prejuízo inicial identificado pela Polícia Civil já ultrapassa R$ 85 mil, mas a investigação continua para identificar outros possíveis envolvidos e dimensionar o alcance do esquema.

A corporação informou ainda que a organização possuía um núcleo responsável pela logística do golpe. Para retirar e transportar as mercadorias, os criminosos contratavam motoristas terceirizados, que eram enganados sobre a origem e a legalidade da carga. Segundo a PCGO, esses trabalhadores acabavam atuando como “mulas cegas”, transportando os produtos sem conhecimento de que faziam parte de uma operação criminosa.

A operação busca interromper a atuação do grupo e reunir novas provas sobre a estrutura financeira e operacional da quadrilha.

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