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Folha de Notícias

Prédio em Goiânia terá elevador exclusivo para delivery direto no apartamento

Goiânia terá um condomínio residencial com uma novidade que promete transformar a forma como moradores recebem pedidos por delivery. Um prédio em construção no Setor Marista será o primeiro da capital goiana a contar com um elevador exclusivo para transportar alimentos e outras encomendas diretamente até os apartamentos. O empreendimento é construído pela FR Incorporadora e tem previsão de entrega para julho de 2029.

A proposta parte de uma mudança na própria concepção dos edifícios residenciais: considerar o entregador e os serviços de delivery como parte da rotina urbana. Em vez de o morador precisar descer até a portaria ou permitir que o entregador circule pelo prédio, o pedido será colocado em um elevador específico pelo porteiro e levado diretamente ao apartamento.

Para Josué Krishnamurti, presidente da Associação dos Síndicos de Goiânia (ASG), a novidade representa um diferencial no mercado imobiliário. Em entrevista ao g1, ele classificou o recurso como um “plus”, destacando tanto a comodidade para os moradores quanto a possibilidade de agregar valor ao imóvel.

Krishnamurti explica que a ideia não é completamente inédita nos condomínios da capital. Alguns edifícios já adotam soluções mais simples para facilitar o recebimento de compras. “Hoje, tem umas prateleiras, de inox, que são instaladas nos elevadores. Outros também adotam um carrinho de compra, pequenininho, como se fosse uma minifruteira. Aí, coloca o item em cima e manda para o andar. O morador só sai no hall e pega”, descreveu.

Segundo ele, a adoção desses mecanismos ganhou força principalmente após a pandemia de coronavírus, em 2020, quando os pedidos por delivery aumentaram diante das restrições impostas ao funcionamento presencial de restaurantes e estabelecimentos comerciais.

No novo empreendimento, entretanto, a solução será incorporada ao próprio projeto arquitetônico. Lara Rassi, diretora executiva da FR Incorporadora, explicou ao g1 que o entregador não terá acesso ao elevador. Caberá ao porteiro colocar o pacote no equipamento, que fará o transporte até o andar do morador.

A retirada será feita por uma porta localizada dentro do próprio apartamento, próxima à cozinha. O sistema também contará com um mecanismo de segurança por código. “No caso do código (solicitado pelo aplicativo no ato da entrega), basta o morador passar no momento que é informador pelo interfone da chegada da entrega”, explicou Lara.

Para a diretora, a principal vantagem apontada pelos interessados no empreendimento é justamente a possibilidade de receber pedidos sem precisar interromper a rotina para descer até a portaria.

“Em muitos momentos, a pessoa está ocupada, colocando um filho para dormir, trabalhando ou resolvendo outra demanda e essa comodidade torna a entrega mais prática”, afirmou.

Regras dependem de cada condomínio

Apesar de soluções como essa ganharem espaço no mercado imobiliário, a forma como entregas são realizadas dentro dos edifícios varia conforme as regras estabelecidas por cada condomínio. De acordo com Krishnamurti, é o Regimento Interno que determina, por exemplo, se o entregador pode subir ou se a encomenda deve ser deixada na portaria.

“A convenção não vai tratar isso porque para mudar a convenção, hoje, o condomínio precisa dos votos de dois terços dos proprietários. É muito moroso. Geralmente, regimento interno pode ser alterado por maioria simples”, explicou.

Além das normas internas aprovadas pelos próprios moradores, também é necessário considerar as regras estabelecidas pelas empresas responsáveis pelos serviços de entrega por aplicativo. A combinação entre tecnologia, segurança e praticidade, porém, já começa a influenciar a arquitetura dos novos empreendimentos residenciais.

Com previsão de conclusão para 2029, o prédio do Setor Marista aposta justamente nessa mudança de comportamento para transformar uma atividade que já faz parte da rotina de milhões de brasileiros em um elemento incorporado ao projeto do próprio imóvel.

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