Uma estratégia inusitada da Polícia Civil já resultou na prisão de 26 pessoas durante o Carnaval de rua na cidade de São Paulo. Disfarçados de personagens como Scooby-Doo, Chaves, integrantes de Os Caça-Fantasmas e da série Round 6, além de fantasias de extraterrestres, policiais civis se infiltraram entre foliões para flagrar furtos e roubos em meio às multidões.
A ação é coordenada pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa, que classifica a iniciativa como inovadora. A medida consiste na infiltração estratégica de agentes fantasiados, que se misturam ao público para observar comportamentos suspeitos e realizar prisões em flagrante, reforçando a proteção durante a festa.
Segundo a delegada Sandra Buzati, coordenadora das equipes do DHPP no Carnaval, a ideia surgiu da necessidade de intensificar o combate a crimes patrimoniais nas grandes aglomerações. “A adoção de policiais disfarçados com fantasias facilita a infiltração nos blocos, permitindo atuação preventiva e repressiva”, afirmou.
A escolha das fantasias é planejada para que os personagens se integrem naturalmente ao perfil dos eventos, respeitando critérios de conforto e segurança operacional. As equipes são formadas, em média, por seis a oito policiais, posicionados em locais definidos com base em análises de inteligência que consideram histórico de ocorrências, fluxo de foliões e registros anteriores de furtos.
Entre os comportamentos que despertam suspeita estão indivíduos que circulam sem participar da festa, focados nos bolsos e bolsas de outras pessoas, ou que se aproximam de vítimas distraídas em meio à multidão.
Durante as abordagens, os agentes realizam consultas em sistemas policiais e, quando necessário, utilizam reconhecimento facial por meio de dispositivos móveis. Caso seja identificado mandado de prisão em aberto, a captura é efetuada imediatamente.
A Polícia Civil avalia como positiva a atuação até o momento e reforça que a estratégia transforma o desafio das grandes aglomerações em ferramenta de inteligência e repressão qualificada, garantindo mais segurança para quem vai às ruas celebrar o Carnaval.











