Policiais civis presos em Goiás passarão a ficar em uma ala exclusiva na Delegacia Estadual de Capturas (Decap), em Goiânia, separados dos demais custodiados. A mudança foi oficializada pela Portaria DGPC nº 739, de 24 de agosto de 2026, publicada em suplemento do Diário Oficial do Estado na terça-feira (2), e estabelece uma série de regras específicas para a custódia de agentes da própria corporação.
A medida ocorre meses depois de o Ministério Público flagrar o delegado Dannilo Proto com um celular dentro da cela onde estava custodiado na Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios (DIH), em dezembro de 2025. Com a nova determinação, a responsabilidade pela custódia dos policiais civis deixa de ser da DIH e passa a ficar concentrada na Decap.
A nova regra vale para policiais civis da ativa e aposentados, tanto em casos de prisão provisória quanto durante o cumprimento de condenações definitivas, conforme as hipóteses previstas na legislação.
A portaria determina que os agentes sejam mantidos em uma ala própria, sem contato com pessoas investigadas ou capturadas pela Polícia Civil. Quando houver condições estruturais e de segurança, a unidade deverá ainda separar presos provisórios daqueles que já foram condenados definitivamente.
O espaço destinado aos policiais também deverá levar em consideração o sexo e as características pessoais dos custodiados, respeitando as condições estruturais e de segurança disponíveis na unidade.
Além da separação física, a portaria estabelece procedimentos específicos para entrada e permanência dos policiais presos, realização de visitas, atendimento por advogados e vigilância dos agentes custodiados. A intenção é criar um protocolo próprio para policiais que estejam sob custódia do Estado, evitando que permaneçam junto a outros presos ou pessoas relacionadas a investigações da própria corporação.
A mudança centraliza na Decap a custódia de policiais civis e cria uma estrutura diferenciada para esses casos dentro do sistema de detenções da Polícia Civil de Goiás.











