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Folha de Notícias

Brasileira é condenada à prisão perpétua na Itália após mandar matar o marido

Uma brasileira foi condenada à prisão perpétua na Itália após ser apontada como a mentora de um plano para assassinar o próprio companheiro e fazer com que a morte parecesse um simples acidente de trânsito. Adilma Pereira Carneiro, de 50 anos, foi considerada culpada pela morte do italiano Fabio Ravasio, atingido por um carro enquanto andava de bicicleta na província de Milão, em agosto de 2024.

Inicialmente, o caso foi tratado como um atropelamento acidental. As investigações, porém, avançaram e apontaram que a colisão teria sido cuidadosamente planejada para esconder o homicídio. Segundo o Ministério Público italiano, Adilma teria coordenado o crime durante meses com a participação de outras pessoas e estaria interessada no patrimônio do companheiro, estimado em cerca de 3 milhões de euros.

A acusação sustenta que familiares, amigos e amantes da brasileira participaram de diferentes etapas do plano. Ao todo, outras sete pessoas foram condenadas pelo envolvimento no assassinato, com penas que variam de 14 anos de prisão à prisão perpétua. Entre os condenados estão Marcello Trifone e Fabio Lavezzo, que também receberam pena máxima.

Durante o julgamento, Adilma negou ter participado do crime e afirmou que “não tinha motivos para matar Fábio”. A brasileira também tentou atribuir a responsabilidade ao ex-marido Massimo Ferretti, que acabou condenado a 24 anos de prisão.

A sentença foi comemorada pelos advogados da família de Ravasio. “Estamos satisfeitos com a sentença, acreditamos que ela foi justa”, afirmaram os representantes da família, destacando que todos os oito réus foram considerados culpados.

O caso ganhou ainda mais repercussão porque, após a condenação, a Justiça italiana reabriu a investigação sobre a morte de outro ex-marido de Adilma, Michele Della Malva, ocorrida em 2011. Na época, a morte havia sido atribuída a um infarto, mas promotores passaram a investigar a possibilidade de envenenamento. A imprensa italiana chegou a apelidar a brasileira de “louva-a-deus de Parabiago”.

A condenação à prisão perpétua é de primeira instância e ainda pode ser contestada pela defesa.

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