Os partidos políticos brasileiros terão à disposição quase R$ 5 bilhões em recursos públicos para financiar as campanhas das eleições de 2026. Os dados mostram que apenas três siglas (PL, PT e União Brasil) vão concentrar quase 40% de todo o montante distribuído pelo Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), conhecido como Fundo Eleitoral.
O valor total destinado às legendas neste ciclo eleitoral será de R$ 4,96 bilhões. Os recursos serão repassados pela União aos 30 partidos registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e deverão ser utilizados para custear despesas de campanha durante o processo eleitoral.
A concentração dos recursos ocorre em razão das regras estabelecidas pela legislação eleitoral, que privilegiam partidos com maior representação no Congresso Nacional. Dessa forma, siglas que possuem mais deputados federais e senadores acabam recebendo parcelas significativamente maiores do fundo público.
A divisão dos recursos segue critérios definidos em lei e leva em consideração tanto o desempenho das legendas nas eleições anteriores quanto a sua força política atual no Legislativo. Do total disponível, 2% são distribuídos igualmente entre todos os partidos com estatuto registrado no TSE. Outros 35% são repartidos proporcionalmente aos votos obtidos pelas siglas na última eleição geral para a Câmara dos Deputados.
A maior fatia do fundo, correspondente a 48%, é distribuída conforme o número de deputados federais eleitos por cada partido. Os 15% restantes são divididos de acordo com a representação das legendas no Senado Federal.
Na prática, o modelo favorece os partidos com maior bancada no Congresso, ampliando a capacidade financeira das siglas mais estruturadas para a disputa eleitoral. Nesse cenário, PL, PT e União Brasil aparecem como os principais beneficiados pela distribuição dos recursos públicos e, juntos, concentram quase quatro em cada dez reais destinados ao financiamento das campanhas de 2026.
O Fundo Eleitoral foi criado para substituir parte do financiamento privado das campanhas e garantir recursos públicos aos partidos durante os anos eleitorais. Desde sua implantação, o mecanismo tem sido alvo de debates sobre a concentração de recursos nas maiores legendas e os impactos dessa distribuição na competitividade das disputas eleitorais.











