A Petrobras anunciou nesta quinta-feira (28) um reajuste no preço da gasolina vendida às distribuidoras. O aumento bruto será de R$ 0,48 por litro a partir desta sexta-feira (29), mas a alta será parcialmente compensada por um desconto de R$ 0,44 por litro garantido pela subvenção econômica criada pelo governo federal para conter os impactos da disparada internacional do petróleo.
Com isso, o preço médio da gasolina A comercializada pela estatal passará de R$ 2,57 para R$ 2,61 por litro nas distribuidoras, o que representa uma elevação efetiva de R$ 0,04 por litro, segundo comunicado divulgado pela companhia.
O reajuste ocorre em meio à pressão provocada pela valorização do petróleo no mercado internacional, impulsionada principalmente pelas tensões e pela guerra envolvendo o Irã. Desde que o governo federal definiu o valor da subvenção para amortecer os impactos da crise externa, o aumento nos preços praticados pela Petrobras já era aguardado pelo setor de combustíveis.
Antes do reajuste anunciado nesta quinta-feira, a gasolina da estatal apresentava uma defasagem de R$ 1,37 por litro, equivalente a 55% em relação ao preço internacional, de acordo com cálculos da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom).
Apesar da correção anunciada para as distribuidoras, a Petrobras afirmou que o impacto para o consumidor final deverá ser considerado “residual”. Isso porque a gasolina C, comercializada nos postos, é composta por 70% de gasolina A e 30% de etanol anidro.
Segundo a estatal, a participação da Petrobras na composição do preço final da gasolina passará de R$ 1,80 para R$ 1,83 por litro, o que deve representar um aumento máximo de R$ 0,03 por litro nas bombas.
A companhia também destacou que, mesmo após o reajuste, o valor atual ainda permanece 27,6% abaixo do preço praticado em 31 de dezembro de 2022.











