O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, admitiu que o senador Flávio Bolsonaro foi lançado como pré-candidato à Presidência da República sem uma estrutura política previamente construída para sustentar uma candidatura nacional. Em entrevista à CNN nesta terça-feira (21), o dirigente afirmou que o partido agora trabalha para articular alianças com legendas da direita e do Centrão.
Segundo Valdemar, a escolha do senador foi feita pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, o que teria deixado pouco tempo para a construção de uma base política antes do início das articulações eleitorais.
“Temos interesse em muitos partidos, só que acontece o seguinte: o Flávio não estava preparado para ser candidato, então ele foi escolhido pelo Bolsonaro e ele não tinha feito uma estrutura, não tinha feito um trabalho antes para ser candidato à presidência da República. Ele foi escolhido, o Bolsonaro escolheu o Flávio e ele está agora que nós estamos conseguindo andar nesse assunto”, afirmou.
O PL mantém conversas com PP, União Brasil, Republicanos, Podemos e PSDB na tentativa de ampliar o apoio à pré-candidatura. A formação da chapa, no entanto, ainda enfrenta obstáculos, principalmente em relação à escolha do vice-presidente e à adesão de partidos aliados.
Valdemar tinha uma reunião marcada para a tarde desta terça-feira com Flávio Bolsonaro e o coordenador da campanha, Rogério Marinho. A convenção nacional do PL está prevista para o próximo sábado (24), quando o nome do senador deverá ser confirmado como candidato, inicialmente sem a definição de um vice.
Mais cedo, Valdemar se reuniu com a senadora Tereza Cristina (PP), que voltou a rejeitar o convite para ocupar a vaga de vice na chapa. Outra possibilidade é a ex-presidente da Caixa Econômica Federal Daniella Marques. A escolha, porém, depende do avanço das negociações com o Republicanos, que ainda resiste em confirmar apoio a Flávio Bolsonaro.
Parte dos diretórios regionais do partido defende que a legenda mantenha uma posição de neutralidade na disputa presidencial, enquanto outra ala avalia a possibilidade de uma aliança com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.











