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Operação da polícia de Rio Verde mira esquema milionário do tráfico e prende 21 pessoas em Goiás após movimentação suspeita de R$ 16 milhões

Uma operação integrada das forças de segurança de Goiás resultou na prisão de 21 pessoas suspeitas de envolvimento com o tráfico de drogas, financiamento ao tráfico e lavagem de dinheiro. A ação, realizada nesta terça-feira (14), cumpriu 29 mandados de busca e apreensão e 22 mandados de prisão nas cidades de Rio Verde, Goianira, Anápolis e São Simão.

Batizada de Narco Capital e inserida na 14ª fase da Operação Destroyer, a ofensiva foi coordenada pela Polícia Civil de Goiás, por meio do Grupo Especial de Repressão a Narcóticos (Genarc) de Rio Verde, em conjunto com a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado de Goiás (FICCO/GO).

As investigações apontaram que os suspeitos movimentaram aproximadamente R$ 16 milhões em contas bancárias, valor considerado incompatível com os rendimentos oficialmente declarados à Receita Federal. Segundo a Polícia Civil, as apurações tiveram início após análises de relatórios de inteligência financeira e o afastamento do sigilo bancário dos investigados, o que permitiu rastrear a movimentação financeira atribuída ao grupo criminoso.

Durante o cumprimento dos mandados, 17 pessoas foram presas por força de ordem judicial. Outras quatro acabaram presas em flagrante, após a localização de drogas durante as buscas realizadas pelas equipes policiais.

De acordo com a corporação, a operação teve como objetivo desarticular uma organização criminosa suspeita de atuar no tráfico de entorpecentes, no financiamento das atividades ilícitas e na ocultação da origem dos recursos obtidos com os crimes por meio de lavagem de capitais.

A ofensiva mobilizou mais de 100 policiais civis e contou com o apoio do Batalhão de Cães da Polícia Militar, da Companhia de Policiamento Especializado (CPE) de Rio Verde, do Grupo de Intervenção Tática da Polícia Militar e da Guarda Civil Municipal de Rio Verde.

As investigações prosseguem para identificar outros possíveis integrantes da organização criminosa e aprofundar o rastreamento do patrimônio vinculado ao esquema.

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