A Polícia Civil de Goiás realizou, nesta quarta-feira (8), a segunda fase da Operação Agrofraude, que investiga a atuação de uma organização criminosa suspeita de aplicar golpes eletrônicos e lavar dinheiro em diferentes estados do país. Durante a ação, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão temporária contra investigados apontados como integrantes do esquema.
A operação foi realizada por equipes do Grupo Especial de Investigações Criminais (GEIC) de Rio Verde e representa um desdobramento das apurações iniciadas na primeira fase da Agrofraude, realizada em outubro de 2025. Na ocasião, mais de 80 medidas judiciais foram cumpridas em diversos estados brasileiros, com o objetivo de desarticular o grupo suspeito de causar prejuízos por meio de fraudes eletrônicas.
Segundo a Polícia Civil, o avanço das investigações e a análise dos materiais apreendidos durante a primeira etapa permitiram a identificação de novos envolvidos no esquema criminoso. Com base nos elementos reunidos ao longo das diligências, a Justiça autorizou o cumprimento das novas medidas cautelares executadas nesta fase da operação.
As autoridades informaram que os trabalhos investigativos continuam e que os materiais recolhidos serão analisados para identificar outros possíveis participantes da organização e aprofundar a responsabilização criminal dos suspeitos.
De acordo com a investigação, os envolvidos poderão responder pelos crimes de estelionato qualificado por fraude eletrônica, associação criminosa e lavagem de dinheiro. As penas previstas para esses delitos podem resultar em condenações significativas, especialmente diante da complexidade e da abrangência do esquema investigado.
A Polícia Civil não descarta novas fases da operação à medida que as investigações avancem e novos elementos sejam identificados.











