A economia de Goiás passou por uma mudança significativa no ranking dos municípios com os maiores Produtos Internos Brutos (PIBs). Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), referentes ao ano de 2023, mostram que Rio Verde ultrapassou Anápolis e assumiu a segunda posição entre as maiores economias do estado.
A alteração provocou uma nova configuração no grupo dos quatro municípios mais ricos de Goiás. Anápolis, que ocupava o segundo lugar, caiu para a quarta colocação, mesmo registrando crescimento no valor do PIB em comparação com o ano anterior.
Segundo o levantamento do IBGE, Anápolis alcançou um PIB de R$ 20,4 bilhões em 2023, contra R$ 19,3 bilhões registrados em 2022. O município manteve participação de 1,8% na economia da região Centro-Oeste e de 0,2% no Produto Interno Bruto nacional, mas o ritmo de crescimento foi menor que o apresentado por outras cidades goianas.
O avanço de Rio Verde foi impulsionado principalmente pela força do agronegócio e pela cadeia industrial ligada ao setor. O município fechou 2023 com um PIB de R$ 22,3 bilhões e passou a ocupar a segunda posição no ranking estadual.
Na terceira colocação aparece Aparecida de Goiânia, que ultrapassou Anápolis ao registrar PIB de R$ 20,8 bilhões no período. O resultado consolida a cidade como uma das principais forças econômicas de Goiás, com forte atuação nos setores de comércio, serviços e indústria.
Goiânia segue como maior economia de Goiás
Apesar das mudanças nas posições seguintes, Goiânia continua liderando o ranking das maiores economias do estado. A capital registrou PIB de R$ 75,7 bilhões em 2023 e permanece também como a segunda maior economia da região Centro-Oeste, atrás apenas de Brasília.
Entre 2022 e 2023, Goiânia apresentou crescimento de 14,34%, o maior avanço entre os principais municípios goianos analisados no levantamento.
Os dados fazem parte da pesquisa PIB dos Municípios, elaborada pelo IBGE com metodologia integrada ao Sistema de Contas Nacionais e Regionais, permitindo a comparação entre diferentes cidades, estados e o cenário econômico brasileiro.
Nesta edição, o instituto não divulgou a divisão detalhada do PIB por setores, como Agropecuária, Indústria e Serviços, nem os dados específicos da administração pública. Segundo o IBGE, essas informações voltarão a ser apresentadas após a atualização da nova série do Sistema de Contas Nacionais (SCN), prevista para 2027, com ano-base de 2021.











