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“Ninguém tem o direito de acabar com o Bolsa Família”, diz Flávio Bolsonaro ao defender ampliação do benefício e criticar erros do governo Bolsonaro

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O senador e pré-candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, afirmou nesta segunda-feira (15) que o Bolsa Família deve ser mantido e ampliado, classificando como um “erro” a visão de que os beneficiários do programa não querem trabalhar. Durante participação no Fórum Rumos do Brasil, promovido pela revista Veja, o parlamentar também defendeu mudanças na regra de transição para trabalhadores que ingressam no mercado formal e fez críticas à relação do governo de Jair Bolsonaro com a imprensa.

Ao abordar programas sociais, Flávio foi enfático ao defender a permanência do Bolsa Família e afirmou que o benefício já faz parte da realidade dos brasileiros.

“Esse programa virou um direito adquirido do povo brasileiro. Ninguém tem o direito de tocar ou acabar com esse programa”, declarou.

O senador afirmou que pretende ampliar o período de transição para os beneficiários que conseguem emprego formal, permitindo que continuem recebendo o auxílio por mais tempo. Atualmente, a regra foi reduzida pelo governo Lula de 24 para 12 meses.

Segundo Flávio, existe um preconceito equivocado em relação aos beneficiários do programa social.

“Muita gente tem um preconceito em relação a quem está no Bolsa Família, como se [o beneficiário] não quisesse trabalhar. É um erro. Quase 70% das pessoas que recebem o Bolsa Família trabalham informalmente”, afirmou.

Ele argumentou que o receio de perder o benefício impede muitos trabalhadores de migrarem para a formalidade.

“E não vão para a formalidade por quê? Porque têm medo, têm medo de perder o benefício. O Bolsa Família é a estabilidade para quem já passou fome”, ressaltou.

Durante o evento, Flávio Bolsonaro também voltou a defender a proposta de isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil mensais, afirmando que a medida já era defendida pelo ex-presidente Jair Bolsonaro durante a campanha de 2018.

Apesar de apoiar a proposta, o senador criticou a forma como a atual gestão federal conduziu sua implementação. “A única diferença é que, com Bolsonaro, certamente você teria uma compensação de abrir mão dessa receita”, enfatizou.

Em outro momento do debate, Flávio avaliou que um dos principais erros cometidos durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro foi a relação estabelecida com a imprensa. O senador reconheceu falhas na condução do diálogo com veículos de comunicação e defendeu mudanças profundas nessa postura.

“Para mim, a imprensa exerce um papel fundamental. E acho que foi um dos problemas que eu identifico no governo do presidente Bolsonaro, o relacionamento com a imprensa, o preconceito, muitas vezes, de quem estava gerindo o orçamento para a publicidade, com relação a alguns veículos de comunicação”, apontou.

Segundo ele, o episódio deve servir de aprendizado para futuras gestões. “Isso tem que ser mudado radicalmente. É um aprendizado de uma coisa que eu acho que foi feita errada, a gente não precisa repetir o erro”, concluiu.

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