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Naiara Azevedo fisga piraíba gigante de 2,4 metros no Rio Araguaia e impressiona a web

A cantora Naiara Azevedo voltou a chamar a atenção dos fãs ao compartilhar, nesta sexta-feira (3), o registro da captura de uma piraíba de 2,4 metros no Rio Araguaia, em Aruanã, no noroeste de Goiás. O vídeo da pescaria esportiva ultrapassou a marca de dois milhões de visualizações nas redes sociais e mostra a artista dentro do rio segurando o peixe nos braços antes de devolvê-lo à água.

Segundo a sertaneja, esta foi a maior piraíba que já pescou. “Nessa temporada de 2026, no Rio Araguaia, em Aruanã, ela é o recorde até o momento”, contou.

Durante a gravação, Naiara brinca com o animal enquanto o segura na água. “Eu e minha amiga Pira dando aquele mergulho. Ô, bichona! Onde nós vamos dar um rolê hoje, amiga? Beijo, gata. Dá um mergulho aí”, disse a cantora, em tom descontraído.

Como a pescaria foi realizada na modalidade esportiva, a piraíba foi devolvida ao rio logo após a captura. A atividade já faz parte da rotina de lazer da artista durante a temporada no Araguaia. Em 2025, Naiara já havia registrado outra captura de destaque, quando fisgou uma piraíba de aproximadamente 1,5 metro de comprimento.

Piraíba tem abate e consumo proibidos em Goiás

Apesar de ser um dos maiores peixes de água doce do Brasil e uma das principais atrações da pesca esportiva no Rio Araguaia, a piraíba não pode ser abatida nem consumida em Goiás.

A proibição está prevista na Lei Estadual nº 13.025/1997, que classifica a espécie como protegida na Bacia Hidrográfica do Araguaia-Tocantins. Além da piraíba, também possuem abate proibido as espécies bargada, jaú, piranambú (surubim-de-canal), pirapitinga-do-sul, pirarara, pirarucu (pirosca) e rubinho.

De acordo com o professor e pesquisador da Universidade Estadual de Goiás (UEG), Fabrício Teresa, a preservação da espécie é fundamental para o equilíbrio ambiental.

“Ele tem ciclo de vida longo, o que a torna vulnerável a declínios populacionais. Ao mesmo tempo, é muito visada para o consumo e pela pesca predatória”, explicou.

O pesquisador destacou ainda que a restrição ao abate adotada em Goiás e no Mato Grosso busca proteger a população da espécie e fortalecer a pesca esportiva, atividade que movimenta a economia de diversas cidades às margens do Rio Araguaia.

“Atualmente, é a principal espécie alvo da pesca esportiva, que movimenta a economia de diversas cidades no Vale do Araguaia. Então, sua proteção implica também na sustentabilidade dessa atividade, que é importante para a economia da região”, afirmou.

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