Uma mulher de 40 anos foi morta a facadas pelo próprio marido na tarde deste domingo (18), no Setor João Braz, em Goiânia. A vítima, identificada como Damiana Maria Alves de Assunção, é a 58ª vítima de feminicídio registrada em Goiás neste ano, segundo informações divulgadas pelo portal Mais Goiás.
O caso ganhou ainda mais repercussão após a Polícia Militar informar que o suspeito já havia sido preso por violência doméstica no dia 25 de setembro, menos de um mês antes do assassinato. Na ocasião, ele foi colocado em liberdade no dia seguinte, após passar por audiência de custódia.
Durante o ataque, o filho da vítima, um menino de apenas 8 anos, também foi atingido. A criança foi socorrida consciente e encaminhada a uma unidade hospitalar. Até a publicação das primeiras informações, não havia detalhes sobre seu estado de saúde atualizado.
O suspeito foi localizado e preso em flagrante pela Polícia Militar pouco tempo depois do crime. Sua identidade não foi divulgada pela corporação.
De acordo com relatos de familiares, o relacionamento do casal era marcado por conflitos e separações anteriores. Os dois teriam se separado e retomado a relação em diferentes ocasiões.
Histórico de violência chama atenção
A prisão anterior do suspeito, seguida de sua liberação, levanta questionamentos sobre as circunstâncias do caso e a proteção de mulheres em situação de violência doméstica.
A soltura após audiência de custódia, por si só, não permite concluir que houve irregularidade judicial. Ainda não foram divulgados os fundamentos da decisão que concedeu liberdade ao investigado, nem se havia medidas protetivas em vigor.
Com a morte de Damiana, Goiás chega à marca de 58 feminicídios em 2026, evidenciando a gravidade da violência contra mulheres no estado.
O feminicídio é caracterizado pelo assassinato de uma mulher por razões da condição do sexo feminino, incluindo situações de violência doméstica e familiar. Desde a Lei nº 14.994/2024, o crime possui pena de 20 a 40 anos de reclusão, podendo ser aumentada nas circunstâncias previstas em lei.
Onde buscar ajuda
Mulheres em situação de violência podem procurar uma Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) ou acionar a Central de Atendimento à Mulher pelo telefone 180, serviço gratuito de orientação e recebimento de denúncias. Em situações de emergência, a Polícia Militar deve ser acionada pelo 190.
O caso segue sob responsabilidade das autoridades competentes.










