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MPGO inicia fiscalização rigorosa sobre políticas públicas para pessoas LGBTQIA+ em Rio Verde e Santo Antônio da Barra

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O Ministério Público de Goiás (MPGO) instaurou procedimento administrativo para monitorar a existência, execução e efetividade das políticas públicas voltadas à população LGBTQIA+ nos municípios de Rio Verde e Santo Antônio da Barra. A medida foi adotada pela 3ª Promotoria de Justiça de Rio Verde e prevê fiscalização ampla nas áreas de saúde, educação, segurança e assistência social.

A iniciativa foi formalizada por portaria assinada pelo promotor de Justiça Lúcio Cândido de Oliveira Júnior e tem como base a Constituição Federal de 1988, normas do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) e a Política Nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+, instituída em 2025 pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania.

O que será fiscalizado

O procedimento busca identificar se os municípios possuem políticas estruturadas e eficazes voltadas à promoção da igualdade, ao enfrentamento da discriminação e à garantia de acesso a serviços públicos essenciais.

Entre os pontos que serão apurados estão:

  • Existência de conselhos e fundos municipais voltados à população LGBTQIA+;
  • Programas específicos em execução;
  • Capacitação de servidores públicos;
  • Ações na rede municipal de ensino e saúde;
  • Eventual reserva de vagas para pessoas trans (transexuais e travestis) em concursos públicos.

Os prefeitos de Rio Verde e Santo Antônio da Barra têm prazo de 10 dias para encaminhar as informações solicitadas pela Promotoria.

Universidade e forças de segurança também são alvo de ofícios

A Promotoria também requisitou informações à Universidade de Rio Verde (UniRV) sobre políticas de inclusão, adoção de nome social, eventual destinação de vagas para pessoas trans e existência de espaços de acolhimento nos campi.

No campo da segurança pública, foram oficiadas a Polícia Civil do Estado de Goiás, por meio da 8ª Regional, e a Polícia Militar do Estado de Goiás, via 8º Comando Regional, para informar se existem delegacias especializadas ou protocolos específicos para apuração de crimes contra a população LGBTQIA+, além de dados estatísticos e capacitação de agentes.

Atuação estratégica e possível adoção de medidas

Segundo o MPGO, a iniciativa integra as metas do Plano de Atuação 2026/2028 da 3ª Promotoria de Justiça de Rio Verde e tem caráter preventivo e estratégico. Caso sejam identificadas omissões ou falhas estruturais, o órgão poderá adotar recomendações, termos de ajustamento de conduta (TAC) e outras medidas extrajudiciais.

A movimentação sinaliza uma fiscalização mais rigorosa sobre a implementação das políticas públicas locais e pode gerar desdobramentos administrativos nos próximos meses.

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