A Polícia Civil de Goiás (PCGO), por meio do Grupo Especial de Repressão a Narcóticos (Genarc) de Rio Verde, deflagrou nesta terça-feira (14) a quarta fase da Operação Destroyer, intitulada “Ruptura”, em uma ampla ofensiva voltada à desarticulação de uma organização criminosa com atuação interestadual. A ação, coordenada pela 8ª Delegacia Regional de Polícia (DRP), teve como foco o combate a um grupo investigado por tráfico de drogas, homicídios, tortura, sequestro e lavagem de dinheiro.
Segundo a Polícia Civil, as investigações apontaram que a organização possuía uma “estrutura hierarquizada, com divisão funcional de tarefas e atuação contínua”, operando de forma reiterada em crimes considerados de elevada gravidade. De acordo com os investigadores, o tráfico de drogas era a atividade principal do grupo, mas a facção também estaria diretamente envolvida em práticas violentas e em mecanismos de ocultação de patrimônio ilícito.
A corporação destacou ainda que o grupo exercia influência em determinadas áreas, utilizando intimidação, violência e mecanismos de controle territorial para manter as atividades criminosas e dificultar a atuação das forças de segurança. Para a polícia, esse cenário evidencia o “alto grau de periculosidade concreta e relevante capacidade de expansão territorial” da organização.
A operação foi realizada simultaneamente em diversas cidades de Goiás, incluindo Rio Verde, Goiânia, Aparecida de Goiânia, Senador Canedo, Leopoldo de Bulhões e Santa Terezinha de Goiás. A ofensiva também alcançou outros estados, com diligências em Rio de Janeiro e São Gonçalo, no estado fluminense, além de Jandira, em São Paulo, e Cuiabá, no Mato Grosso.
Ao todo, foram cumpridos 61 mandados de prisão temporária e 45 mandados de busca e apreensão domiciliar. A Justiça também autorizou 21 afastamentos de sigilo bancário e o sequestro de bens e valores que podem chegar a R$ 10,5 milhões, medida que busca enfraquecer financeiramente a estrutura da organização.
A ação contou com apoio operacional da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (CORE), por meio do Grupo Tático 3 (GT3), além da Divisão de Operações Aéreas (DOA). O helicóptero Escorpião 01 foi empregado para suporte tático, deslocamento das equipes e monitoramento aéreo em áreas consideradas de maior complexidade e risco elevado.
Em nota, a Polícia Civil informou que a divulgação das imagens dos presos ocorreu em “estrita observância à Lei nº 13.869/2019 e à Portaria nº 547/2021/DGPC”, mediante despacho fundamentado da autoridade policial responsável. A medida, segundo a corporação, foi adotada diante da possibilidade concreta de identificação de novas vítimas e em atenção ao interesse público, sem comprometer a continuidade das investigações.











