A queima de fogos de artifício durante a abertura da Expo Rio Verde 2026, nesta quinta-feira (02), assim como no ano passado, este ano voltou a gerar debates sobre o cumprimento da legislação municipal que restringe a utilização de fogos com estampido. Após a publicação da reportagem do Jornal Folha de Notícias, sobre os cachorros que ficaram descontrolados com os barulhos, mães atípicas também procuraram a redação para relatar os impactos causados em crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e para cobrar a fiscalização da lei municipal.
Segundo os relatos, muitas crianças sofreram por crises pelo barulho dos fogos. Entre os depoimentos recebidos estão situações de desregulação sensorial, medo intenso, choro, ansiedade e sofrimento das crianças.
“Meu filho entrou em crise assim que começaram os fogos. Tivemos que ir embora imediatamente”, contou uma das mães que veio de uma cidade vizinha para aproveitar a apresentação em touros e cavalos.
Outra mãe afirmou que evita participar de eventos públicos justamente pelo receio de que situações como essa aconteçam novamente. “É muito triste preparar a criança para participar de um momento de lazer e, em poucos segundos, tudo mudar por causa do barulho.”
Lei municipal
A repercussão também reacendeu questionamentos sobre o cumprimento da legislação municipal que restringe a utilização de fogos de artifício com estampido em Rio Verde, criada justamente para minimizar os impactos causados às pessoas com hipersensibilidade sensorial, pessoas com deficiência, idosos, crianças e animais.
Fiscalização gera questionamentos
Outro ponto levantado pelas famílias diz respeito à atuação do poder público durante a Expo Rio Verde.
Enquanto a fiscalização municipal realizou operações para apreender mercadorias de vendedores ambulantes que, segundo a Prefeitura, não possuíam alvará ou não atendiam às exigências para comercialização durante o evento, mães atípicas questionam por que a legislação relacionada aos fogos de artifício não teria recebido a mesma fiscalização.
Para elas, leis que garantem inclusão, acessibilidade e qualidade de vida também precisam ser efetivamente cumpridas.
“Se existe uma lei, ela deve valer para todos. A fiscalização precisa acontecer da mesma forma que acontece em outras situações, agora eles estão preocupados é em fazer politicagem na pecuária”, afirmou uma das mães ouvidas pela nossa equipe de reportagem.
Espaço aberto
O Jornal Folha de Notícias segue com o espaço aberto para esclarecimentos por parte da organização do evento e do poder público municipal.











