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Folha de Notícias

Lula pressiona Congresso e garante aprovação do fim da escala 6×1 até a próxima semana

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, neste sábado (29), que o Congresso Nacional deverá aprovar na próxima semana a proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6×1. A declaração foi feita durante um ato em Belo Horizonte voltado à participação feminina na política e coloca novamente no centro do debate uma das principais pautas trabalhistas defendidas pelo governo.

Durante o discurso, Lula defendeu a mudança na jornada como uma forma de ampliar o tempo disponível para trabalhadores e trabalhadoras cuidarem da vida pessoal e da família. “Nós vamos aprovar nesta semana o fim da escala 6×1, para que mulheres e homens tenham mais tempo de cuidar de suas vidas, de cuidar das crianças, de passear e de namorar também”, declarou o presidente, sendo aplaudido pelos presentes.

A proposta já avançou no Congresso e, segundo Lula, conta com o compromisso dos presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, e do Senado Federal, Davi Alcolumbre. Os dois se reuniram com o presidente nesta semana para discutir o texto e, de acordo com o governo, combinaram dar andamento à medida.

Atualmente, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) está em análise na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. O relator, senador Omar Aziz, já apresentou parecer favorável ao texto que havia sido aprovado pela Câmara dos Deputados. A conclusão da tramitação, no entanto, ainda depende da análise e das votações previstas no Congresso.

A escala 6×1 prevê seis dias consecutivos de trabalho para um dia de descanso e há anos é alvo de mobilizações de trabalhadores e movimentos que defendem uma jornada com mais dias de folga. O fim desse modelo se tornou uma das bandeiras trabalhistas do governo Lula e voltou a ganhar força no cenário político nacional.

Além da defesa da redução da jornada, Lula também afirmou durante o evento que pretende deixar o Brasil como um país desenvolvido e “respeitado” caso seja eleito para um novo mandato. “Estou determinado, ao terminar meu próximo mandato o Brasil vai ser considerado um País desenvolvido. Não vai dever nada à China. Se é isso que vocês desejam, fiquem certos, eu dedicarei cada minuto da minha vida para que a gente possa deixar esse País com uma juventude mais bem informada e melhor remunerada, e com o País sendo respeitado. Enquanto o Lula for presidente, nenhum governo estrangeiro meterá o bedelho nesse País”, afirmou.

No mesmo discurso, o presidente também pediu maior participação das mulheres na política e defendeu que elas votem em candidatas mulheres. Lula citou ainda o aumento da presença feminina em cargos de gestão no governo federal, que, segundo ele, passou de 29% para 38% em comparação com a administração anterior. “E é pouco, precisamos chegar a 50% ou mais”, disse.

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