A Justiça determinou a soltura de dois homens investigados pela morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, que morreu após ser lançada sem a corda de segurança durante um salto de rope jump em Limeira, no interior de São Paulo. A decisão que revogou as prisões temporárias de João Antonio Pivetta Ribeiro da Silva e Gabriel Barros Martins foi cumprida na quarta-feira (8).
Os dois estavam presos desde 20 de junho, mas, segundo a decisão judicial, não foram encontrados elementos suficientes que comprovassem a participação deles no caso. O documento destacou que “os elementos probatórios produzidos ao longo da presente investigação não evidenciaram indícios suficientes de autoria em relação a João Antonio Pivetta Ribeiro da Silva e Gabriel Barros Martins, razão pela qual não foi realizado o respectivo indiciamento”. Com isso, as prisões temporárias foram revogadas.
Apesar da liberação dos dois suspeitos, outras quatro pessoas continuam presas: Luís Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra, Vitor de Freitas Gonçalves e Evelyne Dossantos Gonçalves. Todos os investigados foram denunciados pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP).
Evelyne foi indiciada pelos crimes de homicídio e fraude processual. De acordo com o Ministério Público, a mulher teria tentado dificultar as investigações ao apagar a câmera que estava presa ao corpo da jovem no momento do acidente. Ela era responsável pela gestão da logística, captação de clientes e divulgação comercial da empresa, e, segundo o órgão, deveria garantir os “padrões mínimos de segurança”.
Ao todo, o Ministério Público investigou oito pessoas relacionadas ao caso. Além das solturas de João Antonio e Gabriel, houve o arquivamento da investigação em relação a outros dois homens.
Relembre o caso
Maria Eduarda Rodrigues de Freitas morreu no dia 13 de junho após cair de uma altura de aproximadamente 40 metros durante uma atividade de rope jump realizada na trilha da Ponte do Esqueleto, em Limeira. Segundo a Polícia Militar, a jovem foi lançada sem que a corda de segurança estivesse conectada.
O momento do salto foi registrado em vídeo. Nas imagens, é possível ouvir pessoas gritando “A corda! A corda!” segundos após a queda.
O que inicialmente parecia ser um acidente durante uma prática esportiva passou a ser investigado como um possível crime. Após a queda da jovem, funcionários ligados à organização da atividade teriam tentado se afastar da responsabilidade pelo ocorrido. Dois suspeitos chegaram a fugir para uma área de vegetação próxima ao local.
A fuga mobilizou uma operação da Polícia Militar, que utilizou o helicóptero Águia nas buscas. Com o apoio da aeronave, os dois homens foram localizados e detidos na mata. Ao todo, seis pessoas ligadas à empresa responsável pelo evento foram presas inicialmente e levadas para prestar esclarecimentos.
Equipes do Corpo de Bombeiros e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionadas para atender a ocorrência, mas a gravidade da queda impossibilitou qualquer tentativa de resgate. O óbito de Maria Eduarda foi confirmado ainda no local.
O acidente foi presenciado pelo noivo da vítima, que acompanhava a atividade. Após o ocorrido, ele entrou em estado de choque e precisou receber atendimento médico devido a um forte mal-estar, sendo encaminhado para uma unidade de saúde da região.











