João Amoêdo, um dos fundadores e ex-presidente do Partido Novo, declarou nesta sexta-feira (23) que votará no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais, marcado para domingo (25). Em publicação nas redes sociais, o empresário afirmou que considera uma eventual vitória do senador Flávio Bolsonaro (PL) um risco maior para o país.
Amoêdo também criticou os dois candidatos e demonstrou insatisfação com o cenário político brasileiro. Segundo ele, a disputa eleitoral tem sido marcada pela rejeição aos adversários, em vez de um debate centrado em propostas e planos para o país.
Ao justificar sua decisão, o empresário apontou críticas à gestão de Lula, incluindo a condução das contas públicas, a polarização política e as indicações ao Supremo Tribunal Federal (STF). Apesar das ressalvas, afirmou que prefere um novo mandato do petista a uma eventual gestão de Flávio Bolsonaro.
Críticas aos dois candidatos
Em sua manifestação, Amoêdo também fez críticas ao senador do PL. Ele questionou sua trajetória política, mencionou suspeitas relacionadas ao caso das chamadas “rachadinhas” e citou possíveis vínculos com pessoas investigadas ou associadas a grupos criminosos.
As declarações sobre Flávio representam a avaliação pessoal do empresário. Eventuais acusações devem ser analisadas à luz dos respectivos processos e de seus desfechos judiciais.
Amoêdo afirmou ainda que pretende manter uma postura de oposição, independentemente do resultado da eleição. Em sua publicação, declarou que, entre a insatisfação com um novo governo Lula e o risco que atribui a uma gestão Bolsonaro, optou pela primeira alternativa.
Histórico de afastamento do Partido Novo
A declaração chama atenção pela trajetória política de Amoêdo. Empresário do setor financeiro, ele foi um dos principais articuladores da fundação do Partido Novo e concorreu à Presidência da República em 2018, quando terminou a disputa em quinto lugar.
Naquele ano, Amoêdo declarou voto em Jair Bolsonaro no segundo turno contra Lula. Em 2022, porém, anunciou apoio ao petista na disputa contra Bolsonaro, posicionamento que provocou atritos com integrantes do Novo.
Após o episódio, o partido suspendeu sua filiação enquanto analisava o caso em sua comissão de ética. Amoêdo anunciou sua desfiliação da legenda no final daquele ano.
A nova declaração de voto ocorre dois dias antes do segundo turno de 2026 e reafirma o distanciamento do empresário em relação ao campo político que ajudou a organizar no início de sua trajetória pública.










