O ex-prefeito de Aparecida de Goiânia e pré-candidato ao Senado pelo PRD, Gustavo Mendanha, afirmou que, caso a definição do candidato a vice-governador na chapa de Daniel Vilela (MDB) fosse baseada exclusivamente em pesquisas eleitorais, ele já teria sido escolhido para o posto. A declaração foi feita nesta quinta-feira (25), durante entrevista ao programa Ponto de Vista, da Rádio Paz.
Ao comentar os critérios para a composição da chapa governista, Mendanha afirmou que seu desempenho eleitoral e seu histórico político o colocariam à frente dos demais nomes cogitados para a vaga.
“Se fossem apenas números. Se fosse pesquisa, provavelmente eu seria o vice. Já teriam me chamado, com todo respeito aos outros pré-candidatos, mas até por causa do nosso recall [disputa em 2022], de Aparecida [2 mandatos]”, declarou.
Apesar da avaliação, Gustavo Mendanha deixou a disputa pela vaga de vice-governador para confirmar sua pré-candidatura ao Senado. Atualmente, os principais nomes cotados para compor a chapa de Daniel Vilela são Adriano da Rocha Lima (PSD), Luiz do Carmo (PSD) e Zé Mário Schreinner (PSD).
Durante a entrevista, Mendanha também defendeu que a chapa governista tenha um representante do segmento evangélico na vice-governadoria e voltou a manifestar apoio ao ex-senador Luiz do Carmo. Segundo ele, embora Daniel Vilela lidere as intenções de voto neste momento, esse cenário pode não se confirmar nas urnas, tornando estratégica a escolha de um nome com forte representatividade religiosa.
“Sei da importância do agro, mas percentualmente tem mais evangélico do que produtor rural. Se fosse por estatística, acho que o evangélico deveria estar representado na vice”, argumentou.
Mesmo defendendo esse perfil para a composição da chapa, Mendanha ressaltou que a decisão final será política e não baseada apenas em critérios eleitorais ou estatísticos. “Quem vai definir não é isso. É o ex-governador Caiado e o Daniel terem uma boa prosa. A escolha acontece lá”, afirmou.
Na avaliação do ex-prefeito, a definição também passará pela influência da ex-primeira-dama Gracinha Caiado (União Brasil), que, ao lado de Ronaldo Caiado e Daniel Vilela, deve participar da decisão sobre o nome que integrará a chapa governista.











